Treinamento de habilidades comportamentais implementadas pelos pais

O comprometimento das habilidades sociais é uma característica principal TEA. Pesquisas indicam que as habilidades sociais estão intimamente ligadas ao desenvolvimento social e consequências sociais negativas podem persistir se comportamentos sociais específicos não forem adquiridos. O presente estudo avaliou os efeitos do treinamento de habilidades comportamentais (BST) no ensino de quatro pais de crianças com TEA como treinadores de habilidades sociais. Um desenho de linha de base múltipla não simultânea entre as díades pai-filho foi empregado e a observação direta foi usada para avaliar o comportamento dos pais e da criança. Os resultados demonstraram melhora substancial no ensino de habilidades sociais para todos os participantes em habilidades treinadas e não treinadas. Medidas auxiliares do desempenho infantil indicaram melhora nas habilidades também. Altos níveis de respostas corretas de ensino foram mantidos em um mês de acompanhamento.

Fonte: Parent-implemented behavioral skills training of social skills. Rebecca K. Dogan et al., 2017

O papel da família na terapia

Por Livia Benatti (adaptado)

Estamos o tempo todo reagindo ao que está ao nosso redor: o ambiente físico, as pessoas que estão por perto, as sensações do nosso corpo. Se o nosso ambiente muda, nós respondemos a isso, mesmo que não percebamos. Se pararmos pra pensar, a família é onde a criança passa uma grande parte do seu tempo. Se as coisas em casa funcionam sempre do mesmo jeito, será que faz sentido esperar que o comportamento das crianças mude apenas indo à terapia uma vez por semana?

A terapia ajuda as crianças a aprenderem novos comportamentos e maneiras diferentes de lidar com emoções e conflitos. Os pais ajudam as crianças a colocar isso em prática na rotina e a perceberem as consequências – boas e nem tão boas assim – dos seus comportamentos. O trabalho precisa ser em equipe entre família, terapeuta e criança, cada um fazendo a sua parte para alcançarmos nossos objetivos.

Que tal…

  • OBSERVAR o que acontece logo antes e logo depois daquele comportamento difícil do seu filho. Quem estava perto? O que foi dito ou feito?
  • REGISTRAR suas observações pra saber direitinho como e quando o comportamento acontece
  • DIVIDIR seus registros com a terapeuta e trabalharmos juntos para pensar em mudanças e possíveis soluções

Fonte: https://www.linkedin.com/pulse/o-papel-da-fam%C3%ADlia-na-terapia-livia-benatti/

Importância do treino de pais e supervisão terapêutica a distância em tempos de pandemia: aspectos econômicos e de saúde pública

Muitos Psicólogos, Fonoaudiólogos e Terapeutas Ocupacionais ainda não tiveram a oportunidade de treinar e supervisionar os pais a distância para aplicação das terapias em casa.

Não se trata de substituir as sessões presenciais pela online, mas aumentar sua frequência e intensidade conforme a ciência já vem comprovando. Além disso, se você dispõe de apenas 1h por semana para levar seu filho a terapia, seja por questão financeira, ausência de profissional em sua cidade ou dificuldade de tempo e deslocamento, confira a entrevista com o Dr. Carlos Gadia aqui neste link
https://lnkd.in/erXFScT.

De fato, a capacitação e supervisão de pais a distância traz benefícios não só às crianças mas também traz equilíbrio econômico a relação oferta-demanda de todo o ecossistema do TEA: famílias, escolas, clínicas e profissionais autônomos, planos de saúde, seguradoras, órgãos reguladores e conselhos de classe.

“… com capacitação, os pais podem se tornar multiplicadores de conhecimento e realizar processos terapêuticos com os filhos…”

“… com capacitação, os pais podem se tornar multiplicadores de conhecimento e realizar processos terapêuticos com os filhos, compartilhando as informações com outros pais e levando-a para toda a comunidade.” 

Veja a reportagem aqui

“… dificuldades financeiras, a pouca disponibilidade de tempo dos pais, a agenda apertada dos profissionais capacitados … continua impossibilitando a dedicação no volume recomendado…”

“… Grande parte dos programas de tratamento para crianças com autismo incluem várias terapias que são determinantes para o exercício de habilidades como a comunicação verbal, por exemplo. No entanto, dificuldades financeiras, a pouca disponibilidade de tempo dos pais, a agenda apertada dos profissionais capacitados e uma série de outros fatores continua impossibilitando a dedicação no volume recomendado”.

Veja a reportagem aqui

“…uma das soluções para capacitação de pais em larga escala seria o treinamento remoto…”

Treinar pais tem um impacto que é renovador nos pais. Os pais deixam de se verem como incapazes, impotentes, e passam a se ver como um fator preponderante que vai mudar a vida dos filhos”, complementa. 

Para Dr. Gadia, uma das soluções para capacitação de pais em larga escala seria o treinamento remoto. Essa é uma das necessidades mais imediatas para a evolução da forma como o autismo é abordado no Brasil, dado o tamanho do país e a dificuldade de chegar a regiões mais distantes. 

Confira a reportagem aqui