Contribuições da implementação do Plano Educacional Individualizado (PEI) em alunos com TEA

Introdução

Com certeza você educador e profissional da educação já ouviu, mesmo que de modo superficial e distante, sobre o Plano Educacional Individualizado (PEI). Hoje irei escrever sobre a implementação do mesmo.

Sabe-se que poucos estudos mostram de fato como o PEI é elaborado e executado, isso se dá devido ao fato de que o PEI, no Brasil, é frequentemente atribuído somente ao professor do Atendimento Educacional Especializado (AEE), com foco na instituição (mais especificamente nas ações do professor) e não no processo de aprendizagem do aluno, sendo então realizado unicamente como formalidade (TANNÚS-VALADÃO; MENDES, 2018).

O PEI é também conhecido como Planejamento Educacional Individualizado ou Plano de Ensino Individualizado e é internacionalmente considerado uma metodologia de trabalho colaborativo (COSTA; SCHMIDT, 2019). Tem como foco o aluno com deficiência e é elaborado a partir da idade, da série, dos conhecimentos prévios e do grau de desenvolvimento, levando em consideração os objetivos de curto, médio e longo prazo (YELL, BATEMAN e SHRINER apud SILVA e CAMARGO, 2021).

Recorte Histórico

Em 2008, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, foi adotada pelo Brasil, representando um grande marco histórico e legislativo nacional no que se refere ao acesso e direitos universais à educação. Esta política tem como função orientar as instituições de ensino a respeito da inserção incondicional de todos os alunos e da promoção de estratégias para atender às necessidades educacionais de cada estudante.

Já em 2015, para alavancar as políticas de inclusão, foi sancionada a Lei Brasileira de Inclusão nº 13.146 de 2015, chamada também de Estatuto da Pessoa com Deficiência, que reúne todos os dispositivos legais anteriores que abrangem os direitos das pessoas com deficiência, incluindo e reforçando a inclusão escolar.

PEI em outros países

O PEI não existe somente no Brasil. Nos Estados Unidos, Itália, França e Portugal existem legislações que garantem a elaboração e aplicação desse documento para todos os alunos com necessidades educacionais especiais.

Na Itália e nos Estados Unidos (pioneiro na legislação e utilização deste instrumento), o PEI tem o foco na vida escolar do aluno.  E na França, o PEI abarca questões de vida cotidiana, questões médicas, educacionais e psicossociais.

Contribuições da Implementação

De acordo com Pereira e Nunes (2018) em sua pesquisa, com a aplicação do PEI houveram mudanças significativas nas áreas acadêmicas e/ou funcionais do aluno, sendo demonstradas através de dados qualitativos e quantitativos. Foi realizado um estudo quase-experimental, com um aluno com Transtorno do Espectro do Autismo em uma escola regular de ensino, sendo que o PEI era a variável independente.

 As autoras utilizaram duas variáveis dependentes, uma qualitativa referente a participação na rotina do lanche e ao desenvolvimento das produções escritas, e outra quantitativa, concernente ao tempo de engajamento nas tarefas. Após a implementação do PEI, foi possível perceber, no aluno, ganhos qualitativos na rotina do lanche, pois o mesmo demonstrou participar de forma independente e proativa. Também foi possível observar o aumento na participação e qualidade das atividades escritas. A professora do aluno, apontou o PEI como sendo norteador do trabalho, pois contribuiu para uma melhor inclusão do aluno com TEA.

Para saber mais sobre a Odapp acesse www.odapp.org. Obrigada por me acompanhar até aqui!

Referências:

COSTA, D. S.; SCHMIDT, C. Plano Educacional Individualizado para estudantes com Autismo: revisão conceitual. Cadernos de Educação, n. 61, pp. 102-128, jan./jun. 2019.

PEREIRA, D. M.; NUNES, D. R. P. Diretrizes para a elaboração do PEI como instrumento de avaliação para educando com autismo: um estudo interventivo. Revista Educação Especial, v. 31, n. 63, p. 939-960, Santa Maria, out./dez. 2018

SILVA, Gabrielle Lenz da; CAMARGO, Síglia Pimentel Höhe. Revisão integrativa da produção científica nacional sobre o Plano Educacional Individualizado. Revista Educação Especial, v. 34, Santa Maria, 2021.

TANNÚS-VALADÃO, G.; MENDES, E. G. Inclusão escolar e o planejamento educacional individualizado: estudo comparativo sobre práticas de planejamento em diferentes países. Revista Brasileira de Educação, v. 23, e 230076, 2018.

Rebeca Collyer dos Santos  
Customer Success

Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista e pós-graduanda em Neurociência pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, com cursos na área de Educação Inclusiva pela Universidade Federal de São Carlos. Atua como Psicóloga na clínica CAEP, em Poços de Caldas (MG) e como Customer Success na empresa ODAPP Autismo.

Teoria da mente e o TEA

Muitas pessoas pensam e até mesmo afirmam que pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) não possuem empatia e que não são capazes de amar. Neste texto irei explicar e desmistificar esse pensamento. Não é verdadeiro falar que pessoas com TEA não são empáticas, é até perigoso, pois cria-se um rótulo e uma falsa ideia dos seres humanos tão únicos que realmente são.

Cada ser humano tem sua subjetividade e isso não é diferente com pessoas com TEA, o que ocorre pode ser explicado pela teoria da mente que você irá entender agora.

Teoria da mente

“A expressão “Teoria da mente” (ToM) deriva de um prestigiado artigo publicado na década de setenta por um primatologista e um psicólogo, Premack e Woodruff, cujo título questionava se, a exemplo dos seres humanos, os chimpanzés também teriam uma “Teoria da mente” (1978).” (TONELLI, 2011). Esse termo refere-se a capacidade de um indivíduo compreender os estados mentais do outro (LIMA, 2019).

Atualmente o estudo da Teoria da Mente se estendeu para outros transtornos como a esquizofrenia e o transtorno bipolar, para a melhoria dos quadros e para a possibilidade de desenvolvimento de estratégias de prevenção e de tratamento das mesmas.

Relação da Teoria da Mente com o Autismo

O que acontece é que em pessoas com TEA há uma diferença no processamento cognitivo da Teoria da Mente, sendo assim podem ter uma incapacidade de inferir os estados mentais dos outros. Segundo (Frith & Happé, 1999) os mesmos podem apresentar empobrecimento no processamento de emoções, no reconhecimento das expressões faciais, do controle do olhar, do uso da linguagem pragmática (metáfora e ironia), da capacidade de imitação, do uso de gestos, e do reconhecimento de pensamentos e sentimentos de si mesmos e de outras pessoas. É possível observar a questão da teoria da mente em autistas a partir da escassez de jogos de faz-de-conta e na dificuldade em usar e entender termos associados a estados mentais.

Marcos do desenvolvimento infantil

Desde o segundo ano de vida:  o indivíduo tem a capacidade de atribuir estados mentais a outros já estariam em ação.

Entre dois e três anos: indivíduo tem a habilidade de interpretar desejos e emoções estaria instalada.

Aos quatro anos de idade: idade em que aparece o entendimento da noção de crenças e outros estados epistêmicos mais elaborados, mas a evolução da teoria da mente não se encerra nesse momento.

Após os quatro anos: surgem a compreensão mais sofisticada da ambiguidade e da ironia, o reconhecimento dos traços de personalidade alheios, o uso da intencionalidade para realizar julgamentos morais e o refinamento da capacidade de interpretar.

Considerações finais

Em pessoas com TEA esses marcos não ocorrem dessa maneira, diante disto a teoria da mente se compromete. De modo resumido, podemos observar que a teoria da mente é muito importante na vida de qualquer pessoa e quando há algum déficit, áreas do desenvolvimento mental podem ser afetadas. Em pessoas com TEA, portanto, a sociabilidade é uma área bastante afetada.

Obrigada por me acompanhar até aqui. Se você é um profissional da saúde ou possui clínica e quer saber mais sobre a ODAPP acesse: www.odapp.org.

Referências

LIMA, Rossano Cabral. Investigando o autismo: teoria da mente e a alternativa fenomenológica. Rev. NUFEN, Belém,  v. 11, n. 1, p. 194-214, 2019. Disponível em: < http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-25912019000100013 >. Acesso em: 24 de mar de 2022.

Teoria da Mente e autismo: qual a relação? Instituto de Psiquiatria PR, Paraná, 27 de jul de 2020. Disponível em: < http://institutodepsiquiatriapr.com.br/teoria-da-mente-e-autismo-qual-a-relacao/ >. Acesso em: 25 de mar de 2022.

Tonelli, Hélio. Autismo, teoria da mente e o papel da cegueira mental na compreensão de transtornos psiquiátricos. Psicologia: Reflexão e Crítica [online]. v. 24, n. 1.p. 126-134, 2011. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/prc/a/kQDx4WZqCRD9FwChDkdnH3m/?lang=pt# >. Acesso em: 24 de mar de 2022.

Rebeca Collyer dos Santos – 
Customer Success

Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista e pós-graduanda em Neurociência pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, com cursos na área de Educação Inclusiva pela Universidade Federal de São Carlos. Atua como Psicóloga na clínica CAEP, em Poços de Caldas (MG) e como Customer Success na empresa ODAPP Autismo.

Reconhecendo crianças e jovens que podem ser autistas

“Considere a possibilidade de Transtorno do Espectro Autista – TEA se houver preocupações sobre desenvolvimento ou comportamento, mas esteja ciente de que pode haver outras explicações para sinais e sintomas individuais. Sempre leve a sério as preocupações dos pais ou responsáveis ​​e, se apropriado, as preocupações da criança ou do jovem, sobre comportamento ou desenvolvimento, mesmo que não sejam compartilhadas por outras pessoas. Ao considerar a possibilidade de autismo e encaminhar uma criança ou jovem para a equipe de autismo, seja crítico sobre sua competência profissional e procure aconselhamento de um colega em caso de dúvida sobre o próximo passo.”

Esse assunto é de extrema relevância visto que mesmo com a evolução da ciência e da conduta de profissionais competentes, muitos acreditam no mito da mãe geladeira e outras suposições (como já explicado aqui no Observatório do Autista). Por isso é importante também se atentar aos sinais precoces da criança e à busca por profissionais qualificados na área e considerar que como cada ser é único, os sintomas e sinais podem não ser explicados por experiências domésticas perturbadoras ou doenças mentais ou físicas dos pais e/ ou cuidadores.

Para ler o texto na íntegra acesse: https://institutoinclusaobrasil.com.br/reconhecendo-criancas-e-jovens-que-podem-ser-autistas-tea/

Obrigada por me acompanhar até aqui.  E para saber mais sobre a ODAPP acesse: http://www.odapp.org.

Referências

ALMEIDA, Marina. Reconhecendo crianças e jovens que podem ser autistas – TEA. Instituto Inclusão Brasil, São Vicente – São Paulo, 11 de fev de 2022. Disponível em: < https://institutoinclusaobrasil.com.br/reconhecendo-criancas-e-jovens-que-podem-ser-autistas-tea/ >. Acesso em: 28 de fev de 2022.

Rebeca Collyer dos Santos – 
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Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista e pós-graduanda em Neurociência pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, com cursos na área de Educação Inclusiva pela Universidade Federal de São Carlos. Atua como Psicóloga na clínica CAEP, em Poços de Caldas (MG) e como Customer Success na empresa ODAPP Autismo.

STJ adia julgamento sobre cobertura dos planos de Saúde

“O julgamento sobre a cobertura dos planos de saúde para procedimentos listados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) foi suspenso, mais uma vez, na tarde desta quarta-feira (23/2). A apreciação do caso terminou empatada e foi adiada após pedido de vistas (mais tempo para analisar o tema) do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Ainda não há data para ser retomada. Na ação, os ministros devem decidir se a cobertura dos planos deve ser exemplificativa ou taxativa, ou seja, se as operadoras podem ou não ser obrigadas a cobrir procedimentos não incluídos na lista da ANS, conhecida como rol(..)”.

Para esclarecer melhor o assunto em questão, a lista de Rol de procedimentos da ANS consiste em uma lista de exames, procedimentos e tratamentos que possuem cobertura obrigatória pelos planos de saúde. Diante disso se o rol for taxativo implica em uma lista pré-definida pela Agência Reguladora, ou seja mesmo que o médico indique algum exame ou procedimento o plano de saúde não tem a obrigatoriedade de cobrir. Já o rol exemplificativo consiste em uma lista de procedimentos mínimos obrigatórios, o que significa que a mesma fica em aberto para a inserção de novos procedimentos.

É por isso que profissionais da área da saúde, pais e familiares de crianças e pessoas com TEA se mobilizaram nas redes sociais, visto que lutam pelos seus direitos e pelos melhores tratamentos possíveis.

Para ler o texto na íntegra acesse: https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2022/02/4987831-stj-adia-julgamento-que-pode-mudar-na-cobertura-dos-planos-de-saude.html

Referências

PATRIOLINO, Luana. STJ adia julgamento que pode mudar cobertura dos planos de saúde. Brasília, 23 de fev de 2022. Disponível em: < https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2022/02/4987831-stj-adia-julgamento-que-pode-mudar-na-cobertura-dos-planos-de-saude.html > Acesso em: 23 de fev de 2022.

Rebeca Collyer dos Santos – 
Customer Success

Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista e pós-graduanda em Neurociência pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, com cursos na área de Educação Inclusiva pela Universidade Federal de São Carlos. Atua como Psicóloga na clínica CAEP, em Poços de Caldas (MG) e como Customer Success na empresa ODAPP Autismo.

CID 11 – O que mudou referente ao autismo?

A CID 11 é a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde. O documento é utilizado por profissionais da área da saúde para identificar estatísticas e tendências de saúde em todo o mundo. É composto por cerca de 55 mil códigos únicos para doenças, lesões, e causas de morte. Com isso é importante ressaltar que profissionais como psicólogos, psiquiatras e outros, relacionados a área da saúde mental, utilizam em sua prática clínica o CID, que agora será o 11, e o DSM 5 (Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais).

A partir deste mês de janeiro a CID 11 entra em vigor e é de extrema importância conhecer as modificações com relação ao autismo para a efetiva aplicação. Vamos analisar as diferenças?

Classificação de autismo na CID 10:

F84– Transtornos globais do desenvolvimento (TGD);

F84.0– Autismo infantil;

F84.1– Autismo atípico;

F84.2– Síndrome de Rett;

F84.3– Outro transtorno desintegrativo da infância;

F84.4– Transtorno com hipercinesia associada a retardo mental e a movimentos estereotipados;

F84.5– Síndrome de Asperger;

F84.8– Outros transtornos globais do desenvolvimento;

F84.9– Transtornos globais não especificados do desenvolvimento.

Classificação de autismo na CID 11:

6A02 – Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)

6A02.0 – Transtorno do Espectro do Autismo sem deficiência intelectual (DI) e com comprometimento leve ou ausente da linguagem funcional;

6A02.1 – Transtorno do Espectro do Autismo com deficiência intelectual (DI) e com comprometimento leve ou ausente da linguagem funcional;

6A02.2 – Transtorno do Espectro do Autismo sem deficiência intelectual (DI) e com linguagem funcional prejudicada;

6A02.3 – Transtorno do Espectro do Autismo com deficiência intelectual (DI) e com linguagem funcional prejudicada;

6A02.4 – Transtorno do Espectro do Autismo sem deficiência intelectual (DI) e com ausência de linguagem funcional;

6A02.5 – Transtorno do Espectro do Autismo com deficiência intelectual (DI) e com ausência de linguagem funcional;

6A02.Y – Outro Transtorno do Espectro do Autismo especificado;

6A02.Z – Transtorno do Espectro do Autismo, não especificado.

Diante das classificações apresentadas, percebe-se que na CID 11, a Síndrome de Asperger já não se faz presente nas divisões e que assim como no DSM 5, encontra-se presente dentro do Espectro e não mais separado dele. (Para entender o porquê a Síndrome de Asperger deixou de existir no DSM5: https://observatoriodoautista.com.br/2021/11/09/mitos-e-verdades-sobre-o-autismo).É possível perceber também que,  na CID 11, as classificações têm como foco perceber a deficiência intelectual e o prejuízo na linguagem.

Ressalto aqui, mais uma vez, a importância do tratamento com um profissional qualificado na área, a fim de que os resultados sejam efetivos e para que um novo laudo, com as devidas mudanças, possa ser realizado.

Obrigada por me acompanhar até aqui. Até a próxima semana!

Referências

Assembleia Mundial da Saúde aprova revisão de classificação internacional de doenças. Nações Unidas Brasil, 2021. Disponível em: <https://brasil.un.org/pt-br/83259-assembleia-mundial-da-saude-aprova-revisao-de-classificacao-internacional-de-doencas&gt;.  Acesso em: 05 de jan de 2022.

CID-11 unifica Transtorno do Espectro do Autismo no código 6A02.Tismoo,2022.Disponível em: <https://tismoo.us/destaques/cid11-unifica-transtorno-do-espectro-do-autismo-no-codigo-6a02/>. Acesso em: 06 de jan de 2022.

Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID). World Health Organization, 2022. Disponível em: < https://www.who.int/classifications/classification-of-diseases&gt;. Acesso em: 06 de jan de 2022.

Confira a CID-11, disponibilizada pela OMS. Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, 2022.Disponível em: < https://sbmn.org.br/confira-a-cid-11-disponibilizada-pela-oms/&gt;. Acesso em: 06 de jan de 2022.

SANTOS, Rebeca Collyer dos. Mitos e Verdades sobre o Autismo. Observatório do Autista, 9 de nov de 2021. Disponível em: <https://observatoriodoautista.com.br/2021/11/09/mitos-e-verdades-sobre-o-autismo/&gt;. Acesso em: 06 de jan de 2022.

Rebeca Collyer dos Santos – 
Redatora e Editora Chefe
do observatório do Autista.
Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais , pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista e pós-graduanda em Neurociência pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, com cursos na área de Educação Inclusiva pela Universidade Federal de São Carlos. Atua como Psicóloga na clínica CAEP, em Poços de Caldas (MG), como Customer Success na empresa Odapp Autismo e redatora do blog Observatório do Autista.

Alunos da Universidade do Vale do Taquari fazem trabalho de conclusão de curso sobre a ODAPP

No dia 25 de novembro de 2021, os alunos Cristiane Bonora, Gabriel Faller, Gilmar L. Raach, Gleice Montagner e Valdenir J. Elauterio, da Universidade do Vale do Taquari,  apresentaram um trabalho de conclusão de curso sobre estratégia de vendas. Para a realização do mesmo, produziram um estudo de caso sobre a empresa ODAPP. E o trabalho contou com a orientação da professora, mestra Cristina Marmitt.

O estudo foi qualitativo, de caráter descritivo e teve como objetivo: identificar as principais estratégias de vendas da empresa, identificar como acontece o alinhamento estratégico entre marketing e vendas, bem como identificar quais são as estratégias utilizadas e as possíveis lacunas entre a bibliografia e as estratégias utilizadas pela empresa. Para isso realizou-se uma pesquisa com o CEO da ODAPP a fim de levantar dados e compreender alguns pontos sobre o funcionamento da empresa.

Ao decorrer do trabalho os alunos abordaram temas como: prospecção de clientes, inbound Marketing, planejamento de vendas, recrutamento e treinamento de vendedores entre outros aspectos importantes. Ao final do trabalho apresentaram seus resultados e propuseram também possíveis melhorias para a empresa. Vale ressaltar que no dia da apresentação o CEO da ODAPP assistiu ao trabalho através de vídeo chamada.

A empresa agradece o interesse dos alunos e todo o trabalho desenvolvido pelos mesmos. É de extrema importância abordar sobre estratégias de vendas, sobretudo com o foco no cliente. É exatamente isso que a ODAPP acredita.

Para saber mais sobre a ODAPP acesse: http://www.odapp.org.

Referências

BONORA, Cristiane et.al. Estratégia de Vendas: Estudo de caso da empresa ODAPP. 2021.17f. Trabalho de conclusão de curso (Graduação). Universidade do Vale do Taquari-UNIVATES, Lajeado, 2021.

Rebeca Collyer dos Santos – 
Redatora e Editora Chefe
do observatório do Autista.

Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais , pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista e pós-graduanda em Neurociência pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, com cursos na área de Educação Inclusiva pela Universidade Federal de São Carlos. Atua como Psicóloga na clínica CAEP, em Poços de Caldas (MG), como Customer Success na empresa Odapp Autismo e redatora do blog Observatório do Autista.

Aumento de prevalência de Autismo: 1 a cada 44 crianças.

No dia dois de dezembro de 2021, o relatório do CDC (Center of Diseases Control and Prevention) traduzido para o português como Centro de Controle de Doenças e Prevenção, publicou dados recentes a respeito da prevalência de autismo entre crianças de 8 anos (1 a cada 44 crianças), dados estes que foram coletados em 2018, obtiveram um aumento de 22% em relação ao estudo anterior (1 para cada 54 crianças). Segundo Paiva Jr (2021), se estes dados fossem referentes ao Brasil, o país teria cerca de 4,84 milhões de autistas, entretanto, apesar de alguns estudos em determinados estados, não tem-se ainda um número de prevalência no Brasil.

Para corroborar os estudos realizados no Brasil, cito um que foi realizado no interior do estado de São Paulo, no qual a amostra populacional foram crianças entre 7 e 12 anos de idade. A taxa encontrada foi de 27,2 a cada 10 mil crianças (Paula et.al.,2011 apud Júlio Costa e Antunes, 2018). Entretanto, como falado anteriormente, não é um dado significativo para representar toda a população brasileira.

Com relação ao assunto principal desta publicação, os dados apresentados pelo CDC tiveram como base 11 comunidades da rede de monitoramento de Deficiências de Desenvolvimento e autismo (ADDM) e teve como resultado a prevalência geral de TEA de 23,0 por 1000, ou seja, um em 44 crianças de 8 anos. Vale ressaltar que o resultado mostrou também que a prevalência é de 4,2 vezes maior entre meninos que entre meninas.

Diante disso, você pode pensar: “Por que de alguns anos para cá aumentou tanto o número de pessoas com TEA? O que aconteceu”? Muitos ainda ficam confusos com relação ao diagnóstico e à prevalência, mas a resposta se dá devido ao aumento de profissionais capacitados e consequentemente aos diagnósticos assertivos, ao aumento do número de estudos e de pesquisas, à melhora na qualidade dos serviços de saúde e no aumento da conscientização da população em geral (Júlio Costa e Antunes 2018).

Gostou do conteúdo? Não deixe de ler os próximos assuntos.

Obrigada por me acompanhar até aqui.

Referências

JÚLIO COSTA, Annelise; ANTUNES, Andressa Moreira. Transtorno do Espectro autista na prática clínica. São Paulo: Pearson Clinical Brasil, 2018.

PAIVA JR, Francisco. EUA publica nova prevalência de autismo: 1 a cada 44 crianças, com dados do CDC. Canal autismo, 2021. Disponível em: <https://www.canalautismo.com.br/noticia/eua-publica-nova-prevalencia-de-autismo-1-a-cada-44-criancas-segundo-cdc/>.  Acesso em: 06 de dez de 2021.

Rebeca Collyer dos Santos – 
Redatora e Editora Chefe
do observatório do Autista

Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais , pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista e pós-graduanda em Neurociência pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, com cursos na área de Educação Inclusiva pela Universidade Federal de São Carlos. Atua como Psicóloga na clínica CAEP, em Poços de Caldas (MG), como Customer Success na empresa Odapp Autismo e redatora do blog Observatório do Autista.

A importância da musicoterapia para pessoas com transtorno do espectro do autismo

Conforme já foi esclarecido aqui no blog, existem diversos mitos sobre o transtorno do Espectro do autismo (TEA), que são propagados e tidos como verdadeiros. Diante disso que tal direcionarmos nosso olhar para fatos baseados em evidências científicas, sobretudo na neurociência?

Vários estudos mostram a existência de diversas alterações no sistema nervoso central que poderiam explicar o TEA e as alterações referentes à interação social, comunicação e comportamento. Diante desses variados estudos exponho os de Damásio e Maurer, citados por SCHARTZMAN (2011) e SAMPAIO, R. T. et al (2015) que afirmaram que haveriam alterações fisiológicas e/ou anatômicas em várias regiões do sistema nervoso, tais como na área entorrinal, giro do cíngulo, giro para-hipocampal, área perrinial, regiões subicular e pré-subicular. Estas alterações foram verificadas a partir da comparação de comportamentos encontrados em pessoas com TEA e em adultos com lesões corticais adquiridas.

Outro estudo que apresento é o de SCHARTZMAN, citado por SAMPAIO, R. T. et al (2015), que em suas pesquisas sobre a teoria da mente em pessoas com TEA verificou alterações no córtex-orbito-frontal, no corpo amigdalóide e nos lobos temporais. Vale ressaltar que a teoria da mente é a capacidade que uma pessoa tem para fazer inferências sobre os estados mentais de outras pessoas, como compreender comportamentos e sentimentos (BOSA e CALLIAS, 2000).

Posso citar inúmeros estudos, porém faço apenas um recorte para uma breve compreensão a respeito do tema, pois é importante entender determinadas alterações para compreender a importância da musicoterapia.

Falar a respeito de música é falar de expressão social, cultural, emocional e religiosa. A mesma encontra-se presente em todas as culturas e simboliza histórias, experiências e entretenimento. A música possui a capacidade de gerar emoções e de mobilizar processos cognitivos complexos como a memória, o controle de impulso, a atenção, a execução e o controle de ações motoras. A partir de estudos foi possível observar também que tanto canções quanto músicas instrumentais são capazes de gerar ativações no hipocampo, na amígdala, na ínsula e em outras regiões cerebrais (OMAR et al., 2011 apud SAMPAIO, R. T. et al, 2015).

A musicoterapia, portanto, é capaz de modular a atenção, a emoção, a cognição e os comportamentos do paciente, a fim de alcançar os objetivos clínicos, elaborados de modo individual para cada sujeito. Vale ressaltar que, no processo terapêutico da musicoterapia, os resultados não dependem somente do estímulo musical, mas também da relação estabelecida entre o profissional e o paciente.

Com isso, um dos objetivos que podem ser trabalhados com pessoas com o transtorno do Espectro do autismo, no processo de musicoterapia, é a atenção compartilhada, visto que é possível trabalhar os processos de comunicação e interação social a partir da manipulação de objetos.

Se você é musicoterapeuta e trabalha com pessoas com o TEA ou com outros transtornos do neurodesenvolvimento, conheça a Odapp (www.odapp.org). Uma plataforma na qual você trabalha suas avaliações, programas e planos terapêuticos de maneira mais prática.

Obrigada por me acompanharem até aqui e até a próxima semana.

Referências

BOSA, C.; CALLIAS, M. “Autismo: breve revisão de diferentes abordagens”. Psicologia: Reflexão e Crítica, 2000, n.1, v.13, p.167-177.

SAMPAIO, R. T. et al. A Musicoterapia e o Transtorno do Espectro do Autismo. Per Musi. Belo Horizonte, 2015, n.32, p.137-170.

SCHWARTZMAN, J. “Neurobiologia dos Transtornos do Espectro do Autismo”. In: SCHWARTZMAN, J.; ARAUJO, C. Transtornos do Espectro do Autismo. São Paulo: Memnon, 2011.

Rebeca Collyer dos Santos – 
Redatora e Editora Chefe
do observatório do Autista

Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais , pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista e pós-graduanda em Neurociência pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, com cursos na área de Educação Inclusiva pela Universidade Federal de São Carlos. Atua como Psicóloga na clínica CAEP, em Poços de Caldas (MG), como Customer Success na empresa Odapp Autismo e redatora do blog Observatório do Autista.

Afinal o que é Neurodiversidade?

“A Neurodiversidade tem como pressuposto chave que todas as formas de diversidade neurológica devem ser respeitadas. Deste modo, as terapêuticas deveriam buscar não uma cura, mas centrar-se em maximizar habilidades, fornecer suporte socioemocional e fomentar estratégias diante das demandas individuais e ambientais” (Silberman, 2015).

O importante é entender que todos são diferentes e respeitar e trabalhar a diversidade neurológica não é pensar em incapacidade, mas sim em diferentes modos de ser e de desenvolver potencialidades e por esse motivo cada dia mais a ciência estuda e reflete a respeito do conceito de deficiência e de diversidade.

Com isso, atualmente existem ativistas do movimento de neurodiversidade que se opõem à famílias e aos grupos de pais de pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo que entendem o transtorno como doença. (Ortega, 2009). Desse modo cabe aos profissionais da área da saúde e da educação pensar em meios de trabalhar e respeitar a neurodiversidade.

A plataforma ODAPP acredita justamente nisso, e por esse motivo trabalha empoderando e conectando profissionais da saúde e da educação especial com as famílias por meio da plataforma completa. A mesma facilita o dia a dia do terapeuta dentro e fora do consultório, pois proporciona forte engajamento dos pais no tratamento e no fornecimento de indicadores de desempenho para gestores das clínicas e operadoras de planos de saúde.  Para saber mais acesse www.odapp.org.

Referências

Brilhante, Aline Veras Morais et al. “Eu não sou um anjo azul”: a sexualidade na perspectiva de adolescentes autistas. Ciência & Saúde Coletiva [online]. 2021, v. 26, n. 2, p. 417-423. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1413-81232021262.40792020&gt;. Acesso em: 22 de nov. de 2021.

Oliver M. The Politics of Disablement London: The Macmillan Press; 1990.

Ortega, Francisco.Deficiência, autismo e neurodiversidade. Ciência & Saúde Coletiva [online]. 2009, v. 14, n. 1,p. 67-77. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S1413-81232009000100012&gt; Acesso em: 22 de nov. de 2021.

Silberman S. Neurotribes: The legacy of autism and the future of neurodiversity. New York: Penguim Random House; 2015.

Rebeca Collyer dos Santos – 
Redatora e Editora Chefe
do observatório do Autista

Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais , pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, com cursos na área de Educação Inclusiva pela Universidade Federal de São Carlos. Atua como Psicóloga na clínica CAEP, em Poços de Caldas (MG), como Customer Success na empresa Odapp Autismo e redatora do blog Observatório do Autista.

26/11/2021 – Nova versão 1.3.4 do aplicativo ODAPP agora compatível com Android 11

Foto por Deepanker Verma em Pexels.com

Baixe gratuitamente a nova versão 1.3.4 na Google Play compatível com Android 11. Muitas novidades e melhorias para você! Confira se seu celular está configurado para atualização automática ou acesse os links a seguir. A versão web também recebeu várias melhorias e elas já estão no ar! Ah … essas melhorias estão também na última versão iOS!

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