Volume 9 da coleção Comportamento em foco com ênfase em Análises Teóricas, Educação e Questões Sociais

A Editora da ABPMC anunciou no final de 2019 o lançamento do Volume 9 da coleção Comportamento em foco com ênfase em Análises Teóricas, Educação e Questões Sociais, referente aos encontros Brasileiros de Psicologia e Medicina Comportamental de 2016-2017. O volume é composto por 18 capítulos sobre: aprendizagem de sentenças, Gerontologia Comportamental, Transtornos de Conduta e Opositivo Desafiador, controle aversivo do comportamento, renovação comportamental, estratégias de disseminação da análise do comportamento, ensino de soma e subtração para indivíduos com autismo, efeito do uso de selos ambientais,  uso de drogas, famílias e políticas públicas, Performance Diagnostic Check-list, além de leituras comportamentais de temas como dor, negritude, identidade de gênero, metodologias ativas e atuações no ambiente escolar. 

O Volume 9 da coleção Comportamento em Foco, assim como os demais já publicados, está disponível gratuitamente no formado de e-book (pdf) e pode ser acessado no seguinte link: http://abpmc.org.br/publicacoes.php?inf=3

O movimento da neurodiversidade deve reconhecer o autismo como uma deficiência médica

O pesquisador de autismo Simon Baron-Cohen publicou um artigo, ” O conceito de neurodiversidade está dividindo a comunidade de autismo “, onde ele defende a perspectiva da neurodiversidade. Existem vários argumentos específicos em seu artigo, mas, no geral, ele vê o autismo como uma diferença biológica, não uma deficiência.

Aiyana Bailin, defensora dos direitos das pessoas com deficiência, escreveu uma resposta intitulada ” Esclarecendo alguns conceitos errôneos sobre a neurodiversidade “, onde ela afirma que, embora apoie a neurodiversidade, ela acredita que o autismo é melhor compreendido através do modelo social de deficiência. Isso significa que os aspectos negativos do autismo são causados ​​pela falta de acomodações externas, como em ambientes de trabalho inadequados.

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ANS e MPF: sobre a inclusão de novos protocolos

Normalmente esses protocolos exigem de 15 a 40 horas semanais de tratamento, com equipe multidisciplinar, conforme a especificidade do caso.

Consultados pelo Ministério Público Federal, o Conselho Federal de Medicina; o Conselho Federal de Psicologia; o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional; a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia e a Associação Brasileira de Autismo “foram unânimes no reconhecimento científico da efetividade de técnicas terapêuticas e protocolos clínicos específicos, não medicamentosos, no tratamento do TEA”.

A ANS, por sua vez, entende ser desnecessária a edição de protocolos específicos ao tratamento do Transtorno do Espectro Autista em sua resolução, uma vez que há procedimentos gerais que podem ser utilizados, como sessões com psicólogo, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo, atendimento em hospital-dia psiquiátrico e reeducação e reabilitação no retardo do desenvolvimento psicomotor.

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Análise do Comportamento Aplicada (ABA) por Claudia Romano Pacífico e Joana Portolese

Claudia Romano Pacífico, doutora em ABA, coordenadora das intervenções baseadas em ABA do Programa de Transtornos do Espectro Autista (PROTEA) do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq – USP) é diretora e sócia-fundadora do Centro de Intervenção Comportamental Gradual, em São Paulo. Joana Portolese, neuropsicóloga e assessora de autismo do Instituto Pensi, em São Paulo.

Objetivos das intervenções baseadas em ABA

Ampliar o repertório comportamental e de conteúdos curriculares, de modo que a criança melhore a interação e a comunicação social, aprendendo a pedir, explicitar o que não quer, ler, ir ao banheiro etc. Diminuir a frequência de comportamentos disruptivos (se bater e morder, bater e morder o outro, gritar, arremessar objetos, etc).

Prática para alcançar os objetivos

O trabalho com a criança com autismo deve ser planejado com base em alguns conceitos essenciais focados na aprendizagem sem erros, pois assim são diminuídas as chances de haver atrasos no desenvolvimento da criança, a desmotivação do indivíduo (o que poderia ocorrer com aprendizagem baseada na tentativa e erro), a desistência e a emissão de comportamentos desruptivos. Além de planejar o ensino de comportamentos ou conteúdos curriculares em pequenos passos e fragmentar as tarefas, o trabalho com a ABA leva em conta o que existe e é possível de ser visto, manuseado (concreto) para os casos mais severos de autismo. Outros dois conceitos essenciais: dicas (para que a criança consiga emitir o comportamento correto) e feedbacks imediatos (para mantê-la motivada, engajada, e volte a fazer novamente, queria aprender).

Programas baseados em ABA realizados na escola

O tratamento só funciona se for realizado em conjunto pela equipe formada geralmente por acompanhante terapêutica (AT, também chamada de tutora), terapeuta, professora e demais adultos que convivam com a criança. Quanto mais gente envolvida no processo, melhor. Isso inclui até os colegas de classe da criança, que devem ser orientados para conviver com ela de forma saudável, sem preconceitos ou receio. É importante, então, compreender que é possível, em sala de aula, se valer de procedimentos da ABA, mas que não faz sentido lançar mão deles como se fosse o passo a passo de uma receita culinária. O modo mais estruturado de trabalhar (com tentativa discreta), funciona para crianças com autismo mais severo, enquanto o ensino naturalístico incidental funciona para crianças com autismo mais leve.

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Anvisa aprova proposta que pode liberar o cultivo de maconha medicinal

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na tarde desta terça-feira (11), duas propostas preliminares que podem liberar o cultivo da planta de Cannabis sativa no Brasil para fins medicinais e científicos, além da produção de medicamentos nacionais com base em derivados da substância. Agora, as propostas devem ser publicadas no Diário Oficial da União e submetidas a uma consulta pública.

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Custo de acompanhamento do autista nos EUA (US$3,2 milhões) e benefícios para as operadoras de saúde

Por Alysson Multri, Ph.D. (trecho da entrevista em evento na cidade de Caxias do Sul, setembro/2018).

A evolução do sequenciamento genético tem evoluído dramaticamente, semana passada mostramos que é possível fazer um minicérebro com 100% a menos do custo que fazíamos antes. As tecnologias tão evoluindo, mas ainda são caras. Mas eu vou dar um exemplo de como um sistema de saúde consegue ainda ter lucro, mesmo com uma tecnologia cara: a primeira terapia gênica que está sendo aprovada pelo FDA (Food and Drug Administration, agência federal que regula o setor de medicamentos nos Estados Unidos) é para a distrofia muscular infantil. O bebê nasce com um problema que o músculo não segura o corpo, não tem resistência nenhuma. A mortalidade é muito alta nos primeiros anos de vida. Isso é devastador para os pais, que acessam o seguro saúde, que faz de tudo para manter esse bebê vivo, tenta todos os medicamentos possíveis, e a criança começa a apresentar uma série de outros problemas. O custo nos primeiros anos três anos de vida, para o seguro, é de cerca de US$ 10 milhões. O custo da terapia gênica é de US$ 1 milhão. Quando a empresa anunciou que ia oferecer esse tratamento por esse preço, todo mundo pensou que isso nunca ia chegar na população. Só que nunca foi a intenção vender para a família. A intenção foi vender para o seguro de saúde. Então, acho que esse tipo de compensação vai fazer muito sentido. O sequenciamento genético também, há doenças que as pessoas não fecham o diagnóstico e se mantêm naquele tratamento a vida inteira, enquanto é muito mais barato fazer um exame genético, com a chance de você descobrir o que é e acertar o tratamento. Estima-se em US$3,2 milhões o custo de acompanhamento do autista nos Estados Unidos. Mas ainda é difícil, mesmo lá. Alguns estados estão mais na frente, e eventualmente vai chegar no Brasil também.

Fonte: http://pioneiro.clicrbs.com.br/rs/geral/cidades/noticia/2018/09/o-futuro-do-autismo-e-o-fim-do-autismo-projeta-neurocientista-10585090.html

Softwares gratuitos para pessoas com autismo e deficiência intelectual

O site http://www.projetoparticipar.unb.br/ possui um conjunto de softwares com objetivo de auxiliar pessoas com deficiência intelectual e autismo no processo de alfabetização, matemática básica, aprendizagem social, entre outros. Os softwares são gratuitos e desenvolvidos na Universidade de Brasília, UnB.

Fonte: http://www.projetoparticipar.unb.br/