0 comments on “Modelo DIR/Floortime”

Modelo DIR/Floortime

Criado no final da década de 1980, o método DIR®/Floortime™ foi patenteado pelos pesquisadores norte-americanos Stanley Greenspan e Serena Wieder e aplicado em diversas escolas e instituições nos Estados Unidos e na Europa. Para eles, o afeto e os relacionamentos têm um papel fundamental no desenvolvimento da aprendizagem e saúde mental das crianças com autismo onde devemos olhar para as competências sociais, emocionais e intelectuais.

Developmental, Individual Difference, Relationship-based Model (as iniciais das palavras em inglês, significam, em português: “Desenvolvimento funcional emocional”; “Diferenças Individuais” e “Relacionamento”) é um modelo terapêutico com base no desenvolvimento nas diferenças individuais e nas relações interpessoais de crianças com alguma alteração no desenvolvimento da sociabilidade, dentre elas, o autismo. A ideia é ajudá-las a utilizar suas capacidades levando em conta a etapa do desenvolvimento em que se encontram e como processam as informações que recebem do entorno. Em outras palavras, o objetivo é a formação de alicerces para as competências sociais, emocionais e intelectuais, em vez de focar em habilidades isoladas. O modelo DIR® entende a criança como um ser único e, na sua individualidade, busca construir as bases para que ela possa pensar, se comunicar e se relacionar, apesar das suas limitações. A abordagem Floortime™ faz parte do modelo DIR® como a principal estratégia para sistematizar a brincadeira com a criança e proporcionar sua progressão sobre as etapas do desenvolvimento. É uma abordagem que pode ser utilizada por profissionais de várias áreas (psicólogos, fonoaudiólogos, pedagogos e terapeutas ocupacionais) e familiares capacitados. A participação da família é importante devido à relação emocional e ao fato de passarem a maior parte do tempo com a criança. No Floortime (tempo de chão), a família e/ou terapeuta segue os interesses da criança ao mesmo tempo em que a desafia a alcançar maior domínio das capacidades sociais, emocionais e intelectuais.

Saiba mais aqui

0 comments on “Comissão de Direitos Humanos aprova carteira de identificação para autistas”

Comissão de Direitos Humanos aprova carteira de identificação para autistas

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou nesta quinta-feira (27) o Projeto de Lei 2.573/2019, que prevê a confecção de carteira de identificação da pessoa com transtorno do espectro autista (TEA).

O objetivo é assegurar atendimento prioritário em serviços públicos e privados, em especial nas áreas de saúde, educação e assistência social.

A relatora, senadora Soraya Thronicke (PSL-MS), apresentou voto favorável. Na opinião da parlamentar, o autismo é uma deficiência invisível aos olhos, por não afetar a aparência, e por isso precisa de uma comprovação para o atendimento prioritário.

— Alguns municípios no Brasil já adotam a carteira de identificação. O documento não é apenas importante; é verdadeiramente essencial em estabelecimentos comerciais ou públicos, em particular os de saúde — afirmou.

A proposta segue para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Fonte: Da Redação – Agência Senado | 27/06/2019, 12h09

0 comments on “Treinamento de Respostas Pivôs (PRT)”

Treinamento de Respostas Pivôs (PRT)

Resultado do trabalho de pesquisadores como Robert Koegel, o Treinamento de Respostas Pivôs (Pivotal Response Treatment®, PRT® (na sigla em inglês) é um método de intervenção comportamental e considerado uma ramificação da Análise do Comportamento Aplicada (ABA). Esse tratamento lança mão da motivação da criança com autismo para ensinar a ela novas habilidades em situações naturais e em ambientes variados. O achado de Koegel e seus colaboradores, que deu origem ao PRT®, foi perceber que crianças com autismo se revelavam bastante desinteressadas em aprender. Apesar disso, quando expostas a situações naturais, sem formalidade e com respeito às escolhas feitas por elas, a aprendizagem acontecia com maior frequência e de modo mais natural.

Saiba mais aqui

0 comments on “Organização Mundial da Saúde treina curitibanos para o atendimento ao autismo”

Organização Mundial da Saúde treina curitibanos para o atendimento ao autismo

Até sexta-feira (27/7), equipe do Programa Internacional de Capacitação de Familiares e/ou Cuidadores de Crianças com Atraso ou Transtorno do Neurodesenvolvimento/Autismo em Curitiba recebe consultoras da Organização Mundial da Saúde (OMS), na Associação Comercial do Paraná. Elas vão treinar quatro profissionais “masters”, que irão disseminar a metodologia do programa de desenvolvimento das crianças com autismo.

“Havia uma grande expectativa de avançar no treinamento dos profissionais, pois a população tem se mostrado muito interessada neste projeto”, destaca o apoio técnico do Departamento de Atenção à Saúde da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Joari Stahlschmidt. Três dos quatro profissionais que serão capacitados fazem parte da secretaria.

As consultoras, com a equipe de coordenadores e dos másters, vão validar o material didático, traduzido e adaptado para a realidade das famílias e crianças brasileiras. A partir desta terça-feira (24/7), as sessões de capacitação terão o apoio de famílias com crianças autistas.

Essas famílias são voluntárias e vão aprender técnicas para aplicar na rotina das crianças e também darão retorno à equipe sobre a eficácia da metodologia. A intenção é que elas se tornem protagonistas na melhoria da qualidade de vida de crianças com síndromes do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou atraso no neurodesenvolvimento.

Parceria

O programa é uma parceria da Prefeitura de Curitiba com a OMS, a Fundação Autism Speaks e a ONG curitibana Ico Project. Curitiba foi a primeira cidade do mundo a firmar essa parceria, em março deste ano. Até então, os convênios vinham sendo feitos entre a OMS e governos federais.

“Na nossa primeira visita, fizemos todo o planejamento e, desde então, a equipe trabalhou duro e satisfatoriamente para chegarmos a este treinamento”, destaca a consultora da OMS Pamela Dixon Thomas. “É um programa muito significativo em Curitiba porque tem potencial para ser implantado em outras partes do Brasil”, destaca.

Passo a passo do programa

O projeto funciona em sistema de “pirâmide do conhecimento”. Os masters que receberão treinamento nesta semana – três da Secretaria Municipal da Saúde e um do Ico Project – vão ensinar vários facilitadores. Estes, irão replicar o conhecimento a pais e cuidadores.

Os facilitadores serão profissionais da Atenção Primária da Saúde da secretaria, ampliando exponencialmente a rede de pessoas com condições de dar suporte ao desenvolvimento das crianças.

O objetivo é, nesse sistema, capacitar todos os pais e cuidadores de crianças entre 2 e 9 anos com TEA de Curitiba em cinco anos. Serão priorizadas famílias de regiões de alta vulnerabilidade da cidade.

Fonte: https://www.bemparana.com.br/noticia/organizacao-mundial-da-saude-treina-curitibanos-para-o-atendimento-ao-autismo

3 comments on “Sobre as terapias comportamentais DIR/Floortime, ESDM e TEACCH”

Sobre as terapias comportamentais DIR/Floortime, ESDM e TEACCH

2 - tratamentos

Autismo é um distúrbio complexo do desenvolvimento que afeta principalmente a fala, o comportamento, as interações sociais e afetivas de indivíduo. Sabe-se que a manifestação dos sintomas é diferente para cada pessoa ou criança, sendo assim o transtorno pode ser classificado de leve a severo. Baseado neste parâmetro, o portador de Transtorno do Espectro Autista (TEA) deve ter um tratamento individualizado para atender a necessidade e dificuldade de cada um. Hoje em dia, encontra-se variados tratamentos para o autismo e, neste artigo, citaremos os principais e seus benefícios.

Os tratamentos ajudam nas habilidades e desenvolvimento como comunicação, socialização, alfabetização e controle dos comportamentos repetitivos e estereotipados dos indivíduos autistas, então eles devem ser iniciados o quanto antes para que os comportamentos não prolonguem e interfiram na sua vida adulta.

Atualmente, as pesquisas científicas estão trabalhando na produção de diversas intervenções para minimizar os sintomas do distúrbio e estabelecer bem-estar dos autistas e suas famílias. Os tratamentos que destacaremos neste artigo são: o modelo Denver de Intervenção Precoce; Teacch e DIR Floortime.

Modelo Denver

O Modelo Denver de Intervenção Precoce (ESDM – Early Start Denver Model) é direcionado para crianças com autismo entre 1 a 5 anos (12-60 meses) e tem a intenção de trabalhar a comunicação receptiva e expressiva, competências sensoriais, competências motoras e comportamento adaptativo. Os níveis de competência são divididos por faixa etária: Nível 1: 12-18 meses; Nível 2: 18-24 meses; Nível 3: 24-36 meses; Nível 4: 36-48 meses.

Os benefícios do modelo foram bastante significativos podendo ressaltar a aceleração do desenvolvimento, melhora nos aspectos motores e na linguagem, incluindo ganhos importantes na comunicação receptiva e expressiva e no desenvolvimento sociocomunicativo, especialmente na fala espontânea. Por outro lado, o método não mostrou avanço na socialização de pessoas fora da família e nas atividades da vida diária.

Modelo TEACCH

O TEACCH, ou Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com déficits relacionados à Comunicação, aborda um método transdisciplinar que envolve o aspecto educacional e clínico e baseia-se na Teoria Behaviorista e a Psicolinguística Esta última foi a teoria que mais pesquisou estratégias para diminuir os déficits de comunicação do Autismo e utiliza recursos visuais para enriquecer a conexão entre o pensamento e a linguagem, proporcionando uma maior riqueza e facilidade na comunicação.

O tratamento procura melhorar adaptação de cada indivíduo através do aprimoramento das habilidades e enriquecendo o ambiente para incentivar a socialização; promove a troca de conhecimento entre os pais e os profissionais especializados em transtornos de desenvolvimento, apontando os principais pontos que devem ser priorizados e trabalhados tanto no espaço clínico como em casa; avaliar qual habilidade a ser praticada e método que auxilia o desenvolvimento da criança; trabalhar de em um modelo transdisciplinar e geral, fazendo que com os profissionais que trabalham com esse método possa ajudar a controlar o maior número de problemáticas envolvidas ao transtorno.

DIR Floortime

Do inglês, Developmental, Individual Difference, Relationship-based Model (DIR®/Floortime™), o modelo visa trabalhar o desenvolvimento, a diferença individual e o relacionamento das crianças com outras pessoas. É um método que auxilia pais, educadores e outros profissionais a analisar o indivíduo com TEA e empregar a melhor intervenção que desenvolve as dificuldades e pontos importantes do autista.

O modelo procura construir uma base para aumentar as capacidades sociais, emocionais e intelectuais de maneira generalizada, diferente de outros modelos que trabalham apenas comportamentos e habilidades de modo isolado. Esse tratamento permite que as atividades desenvolvidas acessem diferentes regiões do cérebro e da mente, fazendo com que eles sejam acionados de maneira conjunta.

A parte D da sigla representa a parte de desenvolvimento do modelo e podemos destacar que neste momento é trabalhado o desenvolvimento de capacidades importantes como manter-se calmo e controlado, encontrar e se relacionar com outras pessoas, iniciar e responder a todos os tipos de comunicação e melhorar aspectos cognitivos. O sucesso deste conjunto ajuda a crianças nas relações interpessoais e na vida academia e profissional.

A letra I corresponde às diferenças individuas de cada criança, estudando como ela recebe, entende e transmite as informações do ambiente. Procura buscar as percepções mais sensíveis da criança como as sensações aos toques e sons e como ela capta informações ou planeja suas ações.

A letra R significa a parte que analisa os relacionamentos da criança com outras pessoas como educadores, profissionais, familiares, cuidadores, colegas e outros que possuem afinidades e relações afetivas. Essa parte descreve e compara a aprendizagem realizada por pessoas de sua convivência com as aprendizagens feitas baseadas nas diferenças individuais de capacidade e desenvolvimento.

O Floortime™ procura trabalhar as emoções e habilidades da criança e instigá-la com desafios para desenvolver suas capacidades. Um exemplo comum é em jovens autistas que são incentivados a andar e em crianças a falar e se comunicar. O método DIR®/Floortime™ abrange todas as técnicas com o fim de querer que a criança evolua e supere seus desafios e principais dificuldades.

Referências

GREENSPAN, Stanley; WIEDER, Serena. DIR®/Floortime™ Model. The International Council on Developmental and Learning Disorders, 2008.

LÖHR, Thaise. Intervenção precoce em crianças com autismo: modelo Denver para a promoção da linguagem, da aprendizagem e da socialização. Educar em Revista, v. 32, n. 59, p. 293-297, 2016.

KWEE, Caroline Sianlian; SAMPAIO, Tania Maria Marinho; ATHERINO, Ciríaco Cristóvão Tavares. Autismo: uma avaliação transdisciplinar baseada no programa TEACCH. Revista CEFAC, v. 11, n. 2, 2009.

Por Ana Carolina Gonçalves, da redação do Observatório do Autista®.