Emoções expressas por meio de animações criadas por crianças com TEA

A emoção é importantíssima para o desenvolvimento de toda criança, pois ao sair do estado puramente orgânico, a criança é um ser emocional, na qual, lentamente, surge o aspecto racional. No início da vida, a afetividade e a inteligência estão misturadas, ocorrendo o predomínio do aspecto afetivo. Ao decorrer do desenvolvimento infantil, ambas se alternam e se influenciam reciprocamente. Com isso, em cada período ou estágio do desenvolvimento ocorre a preponderância e alternância de um destes aspectos.

É por meio da emoção, que o corpo toma forma e consistência. Wallon (1975), chama este processo de atividade proprioplástica que, ao modelar o corpo através da atividade muscular, permite a exteriorização dos estados emocionais e a tomada de consciência dos mesmos pelo indivíduo. Assim, pode-se afirmar que a emoção é visível, através das modificações que ocorrem na mímica e na expressão facial.

Ao saber da importância das emoções na vida de todo indivíduo, profissionais da área da saúde e da educação estão constantemente em aperfeiçoamento a fim de proporcionar melhores e efetivas estratégias de intervenção. Com isso ressalto um trabalho realizado pelo programa De criança para Criança (DCPC), um projeto que possibilita que crianças com autismo, baixa visão ou com problemas de saúde, escrevam, desenhem e gravem suas próprias histórias.

“Criamos uma ferramenta que possibilita abrir algumas portas que eram difíceis e a partir do momento em que a criança consegue se expressar por um mecanismo que é diferente dos que ela está acostumada. Acredito que a metodologia consegue trazer muita informação sobre como o autista se sente”, afirma Gilberto Barroso, cofundador do programa.

 Diversos projetos referentes ao tema e a tantos outros são elaborados no Brasil e sem dúvida enriquecem o trabalho multiprofissional e o desenvolvimento da criança e do adolescente com autismo.

Obrigada por me acompanhar até aqui e até a próxima semana! Para conhecer mais sobre a ODAPP acesse: http://www.odapp.org.

Referências

ALEXANDROFF, Marlene Coelho. O Papel das emoções na constituição do sujeito. Constr. psicopedag.,  São Paulo ,  v. 20, n. 20, p. 35-56,   2012. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-69542012000100005 >. Acesso em: 10 de jun de 2022.

TUCHLINSKI, Camila. Projeto ‘De Criança para Criança’ ajuda pequenos a falarem sobre sentimentos por meio de desenhos. O Estado de São Paulo, 2022. Disponível em: <https://emais.estadao.com.br/noticias/comportamento,criancas-com-autismo-expressam-emocoes-por-meio-de-animacoes-criadas-por-elas-assista,70004052144>. Acesso em: 10 de jun de 2022.

WALLON, H. Psicologia e educação da infância. Lisboa: Estampa, 1975

Rebeca Collyer dos Santos  
Customer Success

Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista e pós-graduanda em Neurociência pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, com cursos na área de Educação Inclusiva pela Universidade Federal de São Carlos. Atua como Psicóloga na clínica CAEP, em Poços de Caldas (MG) e como Customer Success na empresa ODAPP Autismo.

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Criança Autista fica mais de 10 dias sozinho com a mãe que infartou

Introdução

Ao falar do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), neste blog, sempre o assunto abordado é sobre a importância de algo, ou sobre os benefícios de algo para o TEA, e até mesmo sobre alguma notícia a respeito do assunto. Hoje o intuito é trazer uma reflexão para além de tudo já escrito por aqui. Possivelmente não teremos uma resposta pronta e decorada, porém poderemos refletir juntos e pensar em estratégias de enfrentamento plausíveis e reais.

Nossa missão é melhorar a qualidade de vida das famílias que convivem com crianças com Transtornos do desenvolvimento e em especial o autismo, justamente por isso trago a notícia de hoje para refletirmos sobre a invisibilidade de muitas famílias que lidam com crianças com o TEA, sobre a luta diária dos familiares para ensinarem seus filhos autistas a se defenderem e a se expressarem e sobre o apoio da comunidade que cerca tais famílias e crianças. Estamos em constante evolução, e todos os dias são lutas e conquistas, mas em qual passo estamos? O que ainda precisamos melhorar e planejar? Deixo para você essa reflexão, talvez inquietante e conflituosa, porém real.

Notícia

“O caso aconteceu em São Sebastião do Paraíso e comoveu os moradores do bairro Jardim Itamarati. Na segunda-feira, dia 16, E.S. foi até a casa de sua irmã Ana Paula, de 39 anos, pois estranhou que ela não havia entrado em contato com seus familiares há dias.

Ele chamou no portão por vários minutos e como estava tudo trancado, estourou o cadeado e arrombou a porta da sala. Na entrada ele já sentiu um forte cheio e foi até quarto de Ana Paula, onde a encontrou caída, sem vida, com seu corpo em avançado estado de decomposição. Na cozinha estava o filho dela, de 6 anos, autista, que não conseguiu se expressar para informar o que aconteceu.

A Polícia Militar foi acionada para registrar boletim de ocorrência. Inicialmente a suspeita era de que Ana Paula teria cometido suicídio e teria deixado comida pronta, biscoitos e suco, para que o filho se alimentasse.

Mas essa hipótese foi descartada com o exame feito no IML, que constatou morte por infarto. Segundo o laudo, o óbito pode ter ocorrido há mais de 12 dias, pelo estado em que o corpo foi encontrado. Durante esse tempo, o garotinho ficou ao lado da mãe e sozinho, se alimentando do que havia na mesa. O corpo foi liberado hoje para velório e sepultamento.”

Obrigada por me acompanhar até aqui!

Fonte: https://correiosudoeste.com.br/noticia/3206/-Crian%C3%A7a-autista-fica-mais-de-10-dias-sozinho-com-a-m%C3%A3e-morta-que-infartou-

Rebeca Collyer dos Santos  
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Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista e pós-graduanda em Neurociência pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, com cursos na área de Educação Inclusiva pela Universidade Federal de São Carlos. Atua como Psicóloga na clínica CAEP, em Poços de Caldas (MG) e como Customer Success na empresa ODAPP Autismo.

Governo lança programa de atividades físicas para crianças e adolescentes Autistas

“O Ministério da Cidadania e da Secretaria Nacional do Paradesporto lançou em 1 de abril o programa TEAtivo, que visa prover atividades físicas para crianças e adolescentes autistas. O projeto está sendo implantado inicialmente em Goiânia e também em Tanguá, no Rio de Janeiro, e é previsto que beneficiem cerca de 300 pessoas. De acordo com nota do Governo Federal, é previsto que a cidade do Rio de Janeiro também receba ações do projeto. As atividades ocorrerão no Parque Olímpico da Barra. É estimado um gasto de R$ 1,7 milhão no projeto.”

Fonte: Canal Autismo

Referência

Governo lança programa de atividades físicas para crianças e adolescentes autistas. Canal autismo, 14 de abr de 2022. Disponível em:< https://www.canalautismo.com.br/noticia/governo-lanca-programa-de-atividades-fisicas-para-criancas-e-adolescentes-autistas/>. Acesso em: 25 de abr de 2022.

Rebeca Collyer dos Santos  
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Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista e pós-graduanda em Neurociência pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, com cursos na área de Educação Inclusiva pela Universidade Federal de São Carlos. Atua como Psicóloga na clínica CAEP, em Poços de Caldas (MG) e como Customer Success na empresa ODAPP Autismo.

Quais são os direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista?

“O final do ano de 2012 foi um marco decisivo em relação aos direitos da pessoa com autismo. A Lei 12.764 de 27/12/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, determinou que a pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com deficiência para todos os efeitos legais. Lembrando que a Lei é federal, portanto, vale em qualquer lugar do Brasil. A Lei 13.146 de 06/07/2015, Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência ou conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, confirma e solidifica muitos direitos não somente da pessoa com autismo, mas também de toda pessoa com deficiência, sendo essa juntamente com a Lei Berenice Piana, as principais fontes de busca e garantia de direitos.”(Autismo Legal, 2022).

Embora muitos desconhecem, o autista possui direitos na saúde, na educação, no trabalho, na previdência(BPC/LOAS), no transporte, no lazer, e civis. Aqui citarei apenas alguns para conhecimento.

Com relação aos direitos na área da saúde, um deles é referente a regulamentação da ANS (Agência Nacional de Saúde), na qual estabelece limites de sessões de terapia, de acordo com o tipo da terapia. As Pessoas que são diagnosticadas dentro do Transtorno do Espectro Autista pelo código (F84.*) do cid 10 tem um limite diferenciado. Além disso, o limite que é determinado não significa o número máximo, mas sim o mínimo, por isso caso seja necessário e comprovado, pelo médico, o convênio médico é obrigado a disponibilizar quantas sessões forem necessárias para o paciente.

Na educação são muitos os direitos. A pessoa com TEA tem direito desde o transporte que o leva para a escola até a uma pessoa que irá acompanhá-lo durante os estudos, intermediando suas relações escolares. Uma questão importante referente a educação é a escola negar a matrícula de um aluno por causa do TEA. Não existe limite máximo de vagas para alunos de inclusão, se a escola afirmar isso, saiba que é crime de discriminação.

Já abordando sobre os direitos na previdência, todo deficiente, e idoso, de baixa renda tem direito a um benefício chamado Benefício de Prestação Continuada (BPC). As pessoas, na maioria das vezes, fazem referência ao BPC como LOAS. No Entanto, LOAS é a Lei Orgânica de Assistência Social. É de extrema importância entender que o benefício não é uma aposentadoria, e a principal diferença é que quem tem BPC ou LOAS não recebe 13º salário, e também não é “herdável” pelos dependentes.

Para entender mais sobre questões legais referentes ao Autismo, acesse o e-book do Autismo Legal que está disponível gratuitamente em: www.autismolegal.com.br/e-book.

E Para saber mais sobre a ODAPP acesse: www.odapp.org.

Referências

Autismo Legal. Direitos do Autista. Butantã, São Paulo. Disponível em: <www.autismolegal.com.br/e-book>. Acesso em: 13 de abr de 2022.

Rebeca Collyer dos Santos – 
Customer Success

Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista e pós-graduanda em Neurociência pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, com cursos na área de Educação Inclusiva pela Universidade Federal de São Carlos. Atua como Psicóloga na clínica CAEP, em Poços de Caldas (MG) e como Customer Success na empresa ODAPP Autismo.

Semana da Conscientização do Autismo da ODAPP, o que aconteceu?

Dia 2 de abril comemora-se o dia Mundial da Conscientização do Autismo, por isso todo ano muitas empresas, profissionais e famílias costumam organizar a semana e/ou o mês de Conscientização do Autismo. Neste ano de 2022, nós, da Odapp Autismo, realizamos a nossa Semana da Conscientização.

Do dia 31 de março ao dia 8 de abril, diversos profissionais abordaram diferentes aspectos relacionados ao Autismo, pois a temática deste ano foi Interdisciplinaridade. Os convidados foram profissionais das mais diversas áreas, de diversos Estados como São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Fortaleza, Brasília, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e de Aveiro (Portugal). Todos proporcionaram experiências únicas, transmitindo conhecimento para toda a comunidade autista. O evento contou com Lives e exposições artísticas.

Dia 31 de março as profissionais Rahissa Mafra e Bruna Bezzeril deram início ao evento, sendo que a primeira, às 19 horas, abordou sobre Autismo na Infância e na Adolescência e a segunda, às 20 horas, em parceria com a Rádio Ame os Raros, abordou sobre Terapias Comportamentais na Vida de Crianças com TEA.

No dia 01 de abril, a convidada foi a Psicóloga Marina Almeida que, às 18:30, falou a respeito do Desenvolvimento Psicossexual das Pessoas Autistas e durante a Live a participante deixou várias indicações de livros: Jogo de cartas Conversinha Teens-livraria Florence; Série Descobertas Maria está menstruada; Maria aprende sobre intimidade;João aprende intimidade – Amazon ou na Carlos livraria; Sexuality and severe Autism autora Kate Reynolds- Amazon; Falando com seu filho sobre sexo – Summus Editora; Sexo e Adolescência- Editora Atica; Série Coisas da Vida – Editora Artemed; Enquanto isso no mundo do autismo -Editora Memnon; Uma vivência de Amor- Êxitos Scipione.

Já no dia 02 de abril, dia da Conscientização Mundial do Autismo, contamos com a presença da Neuropsicóloga Leticia Segretti, que, às 20 horas, em parceria com a Rádio Ame os Raros,abordou o tema Avaliação do Autismo.

No 04 de abril ocorreram duas Lives, a primeira, às 18 horas, com a Terapeuta ABA Raquel Nunes, de Portugal, e a segunda, às 20 horas, com o Ph.D Lucelmo Lacerda. Na primeira Live o tema abordado foi Intervenção Precoce no TEA. Já na segunda, que ocorreu em parceria com a Rádio Ame os Raros, o tema trabalhado foi A Atuação do Analista do Comportamento e do Acompanhante Terapêutico no Cuidado de Crianças com TEA: Atualidade e Tendência.

Em continuidade ao evento, no dia 05 de abril, o convidado foi o Psicólogo Matheus Alves que transmitiu seu conhecimento a respeito das Habilidades Sociais no TEA.

Já no dia 06 de abril, às 18 horas, a Psicóloga e Acompanhante Terapêutica, Débora Guerra falou sobre a Importância do Acompanhante Terapêutico no Tratamento de Pessoas com TEA. No mesmo dia, às 20:30, Rodrigo Tramonte, Autista, Cartunista e escritor, falou sobre O Lado Sério do Autismo, explicando sobre suas vivências, dificuldades, facilidades e sobre seus trabalhos profissionais.

No penúltimo dia do evento, 07 de abril, a convidada, Fisioterapeuta e Analista de Negócios, Tatiana Sanches, explicou sobre a Regulamentação nas Operadoras de Saúde, esclarecendo a respeito do papel das mesmas, da forma de atuação e sobre a regulamentação que seguem.

Por fim, a profissional, Psicopedagoga Núbia Rosetti, no dia 08 de abril, abordou sobre  Modelos cognitivos no TEA. Nesta Live a convidada falou sobre os Modelos Cognitivos, sobre estratégias pedagógicas, assim como questões referentes ao processo de aprendizagem.

É importante enfatizar que durante todo o período do evento, todos os dias às 12 horas, ocorreu a exposição de talentos do artista Lucas, que através das suas obras, Guaxinim TEA, sempre aborda aspectos concernentes ao Autismo e sobretudo sobre ele mesmo.

Se você não assistiu as Lives, todas ficaram gravadas no instagram da Odapp e também no instragram da Rádio Ame os Raros. A seguir os links para que você possa acompanhar e aprender com cada uma delas:

Rahissa Mafra

Bruna Bezerril

Marina Almeida

Leticia Segretti

Raquel Nunes

Lucelmo Lacerda

Matheus Alves

Débora Guerra

Rodrigo Tramonte

Tatiana Sanches

Nubia Rosetti

Lucas Cartunista

Rebeca Collyer dos Santos – 
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Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista e pós-graduanda em Neurociência pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, com cursos na área de Educação Inclusiva pela Universidade Federal de São Carlos. Atua como Psicóloga na clínica CAEP, em Poços de Caldas (MG) e como Customer Success na empresa ODAPP Autismo.

Governo federal lança caderneta do SUS para pessoas com doenças raras

“O governo federal lançou nesta quinta-feira (3) a caderneta do Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas com doenças raras. Estima-se, de acordo com o Ministério da Saúde, que há cerca de 13 milhões de pessoas no Brasil com alguma condição rara de saúde. Em todo o mundo, são cerca de 300 milhões de raros e cerca de 6 mil a 8 mil tipos de doenças diferentes conhecidas. As doenças raras são caracterizadas como condições de saúde, geralmente crônicas, de baixa prevalência na população. A Caderneta do Raro, como foi batizada, serve para orientar pacientes e familiares que buscam atendimento especializado no SUS. Segundo o Ministério da Saúde, além de trazer os principais sinais e alertas que podem indicar a existência de uma doença rara, o documento traz informações sobre tratamentos e dicas para uma vida mais saudável.”

Para ler o texto na íntegra acesse: https://www.em.com.br/app/noticia/nacional/2022/03/03/interna_nacional,1349847/governo-federal-lanca-caderneta-do-sus-para-pessoas-com-doencas-raras.shtml

Obrigada por me acompanhar até aqui.  E para saber mais sobre a ODAPP acesse: http://www.odapp.org.

Referências

AGÊNCIA BRASIL. Governo federal lança caderneta do SUS para pessoas com doenças raras. 03 de fev de 2022. Disponível em: < https://www.em.com.br/app/noticia/nacional/2022/03/03/interna_nacional,1349847/governo-federal-lanca-caderneta-do-sus-para-pessoas-com-doencas-raras.shtml&gt;. Acesso em 07 de fev de 2022.

Rebeca Collyer dos Santos – 
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Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista e pós-graduanda em Neurociência pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, com cursos na área de Educação Inclusiva pela Universidade Federal de São Carlos. Atua como Psicóloga na clínica CAEP, em Poços de Caldas (MG) e como Customer Success na empresa ODAPP Autismo.

STJ adia julgamento sobre cobertura dos planos de Saúde

“O julgamento sobre a cobertura dos planos de saúde para procedimentos listados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) foi suspenso, mais uma vez, na tarde desta quarta-feira (23/2). A apreciação do caso terminou empatada e foi adiada após pedido de vistas (mais tempo para analisar o tema) do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Ainda não há data para ser retomada. Na ação, os ministros devem decidir se a cobertura dos planos deve ser exemplificativa ou taxativa, ou seja, se as operadoras podem ou não ser obrigadas a cobrir procedimentos não incluídos na lista da ANS, conhecida como rol(..)”.

Para esclarecer melhor o assunto em questão, a lista de Rol de procedimentos da ANS consiste em uma lista de exames, procedimentos e tratamentos que possuem cobertura obrigatória pelos planos de saúde. Diante disso se o rol for taxativo implica em uma lista pré-definida pela Agência Reguladora, ou seja mesmo que o médico indique algum exame ou procedimento o plano de saúde não tem a obrigatoriedade de cobrir. Já o rol exemplificativo consiste em uma lista de procedimentos mínimos obrigatórios, o que significa que a mesma fica em aberto para a inserção de novos procedimentos.

É por isso que profissionais da área da saúde, pais e familiares de crianças e pessoas com TEA se mobilizaram nas redes sociais, visto que lutam pelos seus direitos e pelos melhores tratamentos possíveis.

Para ler o texto na íntegra acesse: https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2022/02/4987831-stj-adia-julgamento-que-pode-mudar-na-cobertura-dos-planos-de-saude.html

Referências

PATRIOLINO, Luana. STJ adia julgamento que pode mudar cobertura dos planos de saúde. Brasília, 23 de fev de 2022. Disponível em: < https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2022/02/4987831-stj-adia-julgamento-que-pode-mudar-na-cobertura-dos-planos-de-saude.html > Acesso em: 23 de fev de 2022.

Rebeca Collyer dos Santos – 
Customer Success

Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista e pós-graduanda em Neurociência pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, com cursos na área de Educação Inclusiva pela Universidade Federal de São Carlos. Atua como Psicóloga na clínica CAEP, em Poços de Caldas (MG) e como Customer Success na empresa ODAPP Autismo.

Inclusão da Escala M-CHAT-R/F na nova versão da caderneta da criança

A escala M-CHAT-R/F é um instrumento utilizado para auxiliar a identificação de pacientes com idade entre 16 e 30 meses com possível Transtorno do Espectro do autismo. O instrumento pode ser utilizado por qualquer profissional da área da saúde, e é de rápida aplicação. O mesmo pode ser respondido pelos cuidadores e pais da criança durante a consulta. Segundo a Lei nº 13.438, de 26 de abril de 2017, a avaliação pela M-CHAT-R é obrigatória para crianças em consultas pediátricas de acompanhamento realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Já a caderneta da criança, é um instrumento que auxilia no acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil, sendo assim todo cidadão tem direito a receber um exemplar no momento do seu nascimento. A mesma contém o desenvolvimento afetivo, cognitivo e de linguagem, bem como os marcos de desenvolvimento neuropsicomotor. Vale ressaltar que informações como vacinas, alimentação saudável e aleitamento materno também estão contidas na caderneta a fim de proteger a saúde da criança.

Com isso, na 3ª edição da Caderneta da Criança, ocorrerá a inclusão da escala M-CHAT-R/F, que, como já citado, auxilia na identificação de pacientes com idade entre 16 e 30 meses com possível Transtorno do Espectro do autismo. Portanto, a partir de março, a versão impressa desta 3ª edição chegará ao DF e aos demais estados de todo o Brasil, tendo em vista que a remessa a ser enviada será de aproximadamente 10 milhões de cadernetas.

Vale ressaltar que na Odapp (www.odapp.org) o profissional pode cadastrar a escala M-CHAT-R/F e registrar as respostas obtidas, sendo assim, na web, o profissional cria a escala e no aplicativo do celular o mesmo coleta os dados. Confira a seguir um breve exemplo da escala M-CHAT-R/F dentro do aplicativo:

Gostou dessa informação? Não deixe de acompanhar os próximos conteúdos e até mais.

Referências:

BRASIL. Ministério da Saúde – Governo Federal. Nova versão da Caderneta da Criança será enviada para todo o Brasil. Brasília, 2022.

Rebeca Collyer dos Santos – 
Redatora e Editora Chefe
do observatório do Autista.

Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista e pós-graduanda em Neurociência pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, com cursos na área de Educação Inclusiva pela Universidade Federal de São Carlos. Atua como Psicóloga na clínica CAEP, em Poços de Caldas (MG), como Customer Success na empresa Odapp Autismo e redatora do blog Observatório do Autista.

CID 11 – O que mudou referente ao autismo?

A CID 11 é a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde. O documento é utilizado por profissionais da área da saúde para identificar estatísticas e tendências de saúde em todo o mundo. É composto por cerca de 55 mil códigos únicos para doenças, lesões, e causas de morte. Com isso é importante ressaltar que profissionais como psicólogos, psiquiatras e outros, relacionados a área da saúde mental, utilizam em sua prática clínica o CID, que agora será o 11, e o DSM 5 (Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais).

A partir deste mês de janeiro a CID 11 entra em vigor e é de extrema importância conhecer as modificações com relação ao autismo para a efetiva aplicação. Vamos analisar as diferenças?

Classificação de autismo na CID 10:

F84– Transtornos globais do desenvolvimento (TGD);

F84.0– Autismo infantil;

F84.1– Autismo atípico;

F84.2– Síndrome de Rett;

F84.3– Outro transtorno desintegrativo da infância;

F84.4– Transtorno com hipercinesia associada a retardo mental e a movimentos estereotipados;

F84.5– Síndrome de Asperger;

F84.8– Outros transtornos globais do desenvolvimento;

F84.9– Transtornos globais não especificados do desenvolvimento.

Classificação de autismo na CID 11:

6A02 – Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)

6A02.0 – Transtorno do Espectro do Autismo sem deficiência intelectual (DI) e com comprometimento leve ou ausente da linguagem funcional;

6A02.1 – Transtorno do Espectro do Autismo com deficiência intelectual (DI) e com comprometimento leve ou ausente da linguagem funcional;

6A02.2 – Transtorno do Espectro do Autismo sem deficiência intelectual (DI) e com linguagem funcional prejudicada;

6A02.3 – Transtorno do Espectro do Autismo com deficiência intelectual (DI) e com linguagem funcional prejudicada;

6A02.4 – Transtorno do Espectro do Autismo sem deficiência intelectual (DI) e com ausência de linguagem funcional;

6A02.5 – Transtorno do Espectro do Autismo com deficiência intelectual (DI) e com ausência de linguagem funcional;

6A02.Y – Outro Transtorno do Espectro do Autismo especificado;

6A02.Z – Transtorno do Espectro do Autismo, não especificado.

Diante das classificações apresentadas, percebe-se que na CID 11, a Síndrome de Asperger já não se faz presente nas divisões e que assim como no DSM 5, encontra-se presente dentro do Espectro e não mais separado dele. (Para entender o porquê a Síndrome de Asperger deixou de existir no DSM5: https://observatoriodoautista.com.br/2021/11/09/mitos-e-verdades-sobre-o-autismo).É possível perceber também que,  na CID 11, as classificações têm como foco perceber a deficiência intelectual e o prejuízo na linguagem.

Ressalto aqui, mais uma vez, a importância do tratamento com um profissional qualificado na área, a fim de que os resultados sejam efetivos e para que um novo laudo, com as devidas mudanças, possa ser realizado.

Obrigada por me acompanhar até aqui. Até a próxima semana!

Referências

Assembleia Mundial da Saúde aprova revisão de classificação internacional de doenças. Nações Unidas Brasil, 2021. Disponível em: <https://brasil.un.org/pt-br/83259-assembleia-mundial-da-saude-aprova-revisao-de-classificacao-internacional-de-doencas&gt;.  Acesso em: 05 de jan de 2022.

CID-11 unifica Transtorno do Espectro do Autismo no código 6A02.Tismoo,2022.Disponível em: <https://tismoo.us/destaques/cid11-unifica-transtorno-do-espectro-do-autismo-no-codigo-6a02/>. Acesso em: 06 de jan de 2022.

Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID). World Health Organization, 2022. Disponível em: < https://www.who.int/classifications/classification-of-diseases&gt;. Acesso em: 06 de jan de 2022.

Confira a CID-11, disponibilizada pela OMS. Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, 2022.Disponível em: < https://sbmn.org.br/confira-a-cid-11-disponibilizada-pela-oms/&gt;. Acesso em: 06 de jan de 2022.

SANTOS, Rebeca Collyer dos. Mitos e Verdades sobre o Autismo. Observatório do Autista, 9 de nov de 2021. Disponível em: <https://observatoriodoautista.com.br/2021/11/09/mitos-e-verdades-sobre-o-autismo/&gt;. Acesso em: 06 de jan de 2022.

Rebeca Collyer dos Santos – 
Redatora e Editora Chefe
do observatório do Autista.
Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais , pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista e pós-graduanda em Neurociência pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, com cursos na área de Educação Inclusiva pela Universidade Federal de São Carlos. Atua como Psicóloga na clínica CAEP, em Poços de Caldas (MG), como Customer Success na empresa Odapp Autismo e redatora do blog Observatório do Autista.

Aumento de prevalência de Autismo: 1 a cada 44 crianças.

No dia dois de dezembro de 2021, o relatório do CDC (Center of Diseases Control and Prevention) traduzido para o português como Centro de Controle de Doenças e Prevenção, publicou dados recentes a respeito da prevalência de autismo entre crianças de 8 anos (1 a cada 44 crianças), dados estes que foram coletados em 2018, obtiveram um aumento de 22% em relação ao estudo anterior (1 para cada 54 crianças). Segundo Paiva Jr (2021), se estes dados fossem referentes ao Brasil, o país teria cerca de 4,84 milhões de autistas, entretanto, apesar de alguns estudos em determinados estados, não tem-se ainda um número de prevalência no Brasil.

Para corroborar os estudos realizados no Brasil, cito um que foi realizado no interior do estado de São Paulo, no qual a amostra populacional foram crianças entre 7 e 12 anos de idade. A taxa encontrada foi de 27,2 a cada 10 mil crianças (Paula et.al.,2011 apud Júlio Costa e Antunes, 2018). Entretanto, como falado anteriormente, não é um dado significativo para representar toda a população brasileira.

Com relação ao assunto principal desta publicação, os dados apresentados pelo CDC tiveram como base 11 comunidades da rede de monitoramento de Deficiências de Desenvolvimento e autismo (ADDM) e teve como resultado a prevalência geral de TEA de 23,0 por 1000, ou seja, um em 44 crianças de 8 anos. Vale ressaltar que o resultado mostrou também que a prevalência é de 4,2 vezes maior entre meninos que entre meninas.

Diante disso, você pode pensar: “Por que de alguns anos para cá aumentou tanto o número de pessoas com TEA? O que aconteceu”? Muitos ainda ficam confusos com relação ao diagnóstico e à prevalência, mas a resposta se dá devido ao aumento de profissionais capacitados e consequentemente aos diagnósticos assertivos, ao aumento do número de estudos e de pesquisas, à melhora na qualidade dos serviços de saúde e no aumento da conscientização da população em geral (Júlio Costa e Antunes 2018).

Gostou do conteúdo? Não deixe de ler os próximos assuntos.

Obrigada por me acompanhar até aqui.

Referências

JÚLIO COSTA, Annelise; ANTUNES, Andressa Moreira. Transtorno do Espectro autista na prática clínica. São Paulo: Pearson Clinical Brasil, 2018.

PAIVA JR, Francisco. EUA publica nova prevalência de autismo: 1 a cada 44 crianças, com dados do CDC. Canal autismo, 2021. Disponível em: <https://www.canalautismo.com.br/noticia/eua-publica-nova-prevalencia-de-autismo-1-a-cada-44-criancas-segundo-cdc/>.  Acesso em: 06 de dez de 2021.

Rebeca Collyer dos Santos – 
Redatora e Editora Chefe
do observatório do Autista

Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais , pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista e pós-graduanda em Neurociência pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, com cursos na área de Educação Inclusiva pela Universidade Federal de São Carlos. Atua como Psicóloga na clínica CAEP, em Poços de Caldas (MG), como Customer Success na empresa Odapp Autismo e redatora do blog Observatório do Autista.