Técnica de edição de DNA

O cientista chinês He Jiankui, de 34 anos, da universidade SUSTech(Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul da China), em Shenzhen, na China, em 25 de novembro de 2018, anunciou (por um vídeo no YouTube) que havia editado o gene CCR5 em dois embriões humanos, com o objetivo de que os bebês não expressem um receptor para o vírus HIV.
Veja, abaixo, o vídeo explicativo sobre a técnica de edição de DNA, Crispr-cas9, do canal Ciência Traduzida:

A inclusão de alunos com TEA: possibilidades de intervenção psicopedagógica através da ABA

O trabalho da citada fonte objetiva apresentar os pressupostos teóricos, que embasam a Análise do Comportamento Aplicada (ABA), como uma das possibilidades na educação de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para incluir essas crianças nas escolas comuns, é necessário que haja um treinamento de habilidades sociais, que são deficitárias, em pessoas que se enquadram no espectro. Estudos recentes apontam a ABA como uma possibilidade para aumentar o repertório comportamental dessas crianças e, dentre os profissionais que podem trabalhar a partir dessa abordagem, está o Psicopedagogo, que, por sua ampla formação na área da aprendizagem e suas dificuldades, pode criar estratégias que propiciem o desenvolvimento dessas crianças. Dentre os autores de estudos realizados para corroborar com a ABA, como forma de intervenção, estão Cunha (2017), Khoury (2014), Skinner (2006), entre outros. Sendo de extrema relevância para pessoas com TEA, que os profissionais e a família envolvidos na
educação desses sujeitos, possam conhecer sua aplicabilidade nas atividades de vida diária, de autocuidado e na interação social das pessoas com TEA para que essas possam alcançar seu potencial máximo de autonomia.

Fonte: http://www.fumec.br/revistas/paideia/article/view/6322/3136

Considerações preliminares sobre o ensino da natação para autistas

O trabalho desta fonte tem a intenção de delinear diretrizes preliminares a partir das quais pode ser elaborado um plano de ensino de natação voltado especificamente para autistas. Embora já existam publicações que tomam como objeto de estudo a prática da modalidade esportiva em questão por autistas, ainda são poucos os estudos que buscam superar os parâmetros do que pode ser considerado como o ensino tradicional da natação, visando atender às características próprias deste público. Tal superação pode ocorrer através das contribuições de métodos já consagrados, como o Método Halliwick, conhecido pelo ensino da natação para deficientes, e o Método ABA, amplamente utilizado nos casos de Transtornos do Espectro Autista (TEA). Após a análise aqui empreendida, é possível considerar que os métodos abordados fornecem subsídios para um ensino de natação que, além de aceitar autistas, esteja voltado para a compreensão e para o atendimento de suas necessidades, como é esperado de uma prática inclusiva.

Fonte: https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/23474/pdf

Benefícios da equoterapia em pacientes com TEA

O presente trabalho foi realizado através de uma revisão de literatura, utilizando artigos científicos indexados de bancos de dados eletrônicos e livros didáticos. De acordo com as pesquisas realizadas neste trabalho, devido ao movimento tridimensional transmitido através do passo do cavalo, da sua função cinesioterapêutica, das características do animal utilizado e do ambiente em que é realizado, é estimulado no praticante melhora na conscientização corporal, coordenação motora, equilíbrio, ajuste do tônus, estimulação proprioceptiva, relaxamento, melhora da memória e concentração, ganho de independência, melhora na utilização de linguagem e melhora da socialização. Conclui-se que a equoterapia promove benefícios para o praticante com TEA.

Fonte: http://www.fisiosale.com.br/tcc/2017/ana_carolina_maria_laura.pdf

A musicoterapia em crianças com perturbação do espetro do autismo

A musicoterapia tem surgido cada vez mais como uma intervenção terapêutica indicada para crianças com diversas patologias, incluindo a perturbação do espetro do autismo. O presente relatório descreve o trabalho levado a cabo no âmbito do estágio curricular do curso de mestrado em musicoterapia na Universidade Lusíada. A intervenção musicoterapêutica foi realizada numa escola de ensino básico e pré-escolar com oito crianças com idades compreendidas entre os 4 e os 13 anos, diagnosticadas maioritariamente com perturbação do espetro do autismo (PEA), e minoritariamente com atraso global do desenvolvimento (AGD) e problemas comportamentais (PC). As intervenções terapêuticas foram individuais e basearam-se nas técnicas da improvisação. O principal objetivo deste estágio foi o de verificar os efeitos da improvisação musicoterapêutica na intervenção com esta população-alvo em contexto escolar, com especial intuito de despertar as crianças para a relação com o outro. Foi realizada uma análise mais aprofundada de dois casos de crianças com PEA com 5 e 13 anos de idade. Através das avaliações realizadas no início, meio e final da intervenção, verificou-se que a musicoterapia tem efeitos benéficos nesta população, principalmente na área social e comunicacional.

Fonte: http://dspace.lis.ulusiada.pt/handle/11067/3749

Efeitos da atividade física em jovens com transtorno do espectro autista

Artigo de abril de 2018 apresenta resultados de um estudo que mostram um efeito moderado a grande incluindo o desenvolvimento de competências de manipulação, habilidades motoras, funcionamento social, força muscular e resistência em jovens submetidos a atividade física. Os autores concluem que a posição da atividade física como uma estratégia baseada em evidências para jovens com TEA é reforçada.

Um total de 29 estudos com 30 amostras independentes (N = 1009) foram utilizados e os resultados das meta-análises indicaram um efeito global moderado (g = 0,62). Vários desfechos indicaram efeitos de moderado a grande (g ≥ 0,5); especificamente, efeitos positivos moderados a grandes foram revelados para participantes expostos a intervenções direcionadas ao desenvolvimento de habilidades manipulativas, habilidades locomotoras, aptidão relacionada à funcionamento social, força e resistência muscular. Análises foram realizadas para explicar a variância entre os grupos; o ambiente foi a única variável subgrupo (características de intervenção) que produziu uma diferença significativa (QB = 5,67, P <0,05) entre as análises. Embora não tenham sido encontradas diferenças significativas, várias tendências foram aparentes dentro dos grupos nos quais os grupos experimentais superaram os grupos de controle.

Referência bibliográfica: Autism Res 2018, 11: 818-833. © 2018 Sociedade Internacional para Pesquisa do Autismo, Wiley Periodicals, Inc.

 

Indivíduos com TEA têm quatro vezes mais chances de apresentar depressão em sua vida segundo estudo.

(Março, 2018) Existe uma incerteza substancial sobre a prevalência de transtornos depressivos em indivíduos com TEA. Esta meta-análise resumiu quantitativamente os estudos que avaliaram a prevalência atual de transtornos depressivos unipolares em crianças, adolescentes e adultos com TEA segundo as diretrizes do guia PRISMA. Um total de 7857 artigos foram identificados por meio de 5 bases de dados (PubMed, Web of Science, PYSCInfo, CINAHL, Dissertações e Teses da ProQuest) e dois revisores independentemente selecionaram artigos e extraíram dados. Sessenta e seis artigos preencheram os critérios de inclusão.

Os resultados indicaram que a prevalência ao longo da vida foi de 14,4% (IC 95% 10,3-19,8) e 12,3% (IC 95% 9,7-15,5), respectivamente. As taxas de transtornos depressivos foram maiores entre os estudos que usaram uma entrevista padronizada para avaliar transtornos depressivos (tempo de vida = 28,5%, IC95% 20,1–38,8; atual = 15,3%, IC95% 11,0–20,9) e exigiram que os participantes relatassem por conta própria sintomas depressivos (tempo de vida = 48,6%, IC 95% 33,3-64,2; corrente = 25,9%, IC 95% 17,0-37,3). As taxas também foram maiores em estudos que incluíram participantes com maior inteligência. A prevalência ao longo da vida, mas não atual, foi positivamente associada à idade.

Em conclusão, descobriu-se que as taxas de transtornos depressivos são altas entre os indivíduos com TEA. Em comparação com indivíduos com desenvolvimento típico, os indivíduos com TEA têm quatro vezes mais chances de apresentar depressão em sua vida. Esses resultados sugerem que indivíduos com TEA devem ser regularmente selecionados e receber tratamento para depressão.

Fonte: https://link.springer.com/article/10.1007/s10802-018-0402-1