Autismo e relacionamentos amorosos

Foto por Josh Hild em Pexels.com

Como sempre escrevo aqui, pessoas com o TEA enfrentam preconceitos, estereótipos e lidam constantemente com informações errôneas a respeito do diagnóstico, entretanto existem muitas questões que são relevantes e necessitam de atenção. Falar a respeito de relacionamento amoroso é uma delas. Esse assunto é tratado por profissionais da área da saúde, em diversos artigos científicos e também em filmes como “Atypical” e documentários como o “Amor no espectro”.

Segundo Willian Chimura (2021) as dificuldades relacionadas aos relacionamentos de pessoas com o Transtorno do Espectro do Autismo se dão devido alguns fatores, sendo eles: déficits em reciprocidade social e emocional; déficits em comportamentos não verbais usados para a interação social; e déficits em desenvolver, manter e entender relacionamentos (teoria da mente).

Um estudo qualitativo realizado por BRILHANTE, A. V. M. et al (2021), com 14 autistas oralizados (verbais), com idades de 15 a 17 anos, matriculados em escolas regulares, teve como objetivo identificar as demandas de autistas sobre sua sexualidade e o paradigma da neurodiversidade. É importante observarmos os resultados desse estudo para melhor compreensão do assunto, afinal, é através de estudos que validamos e entendemos melhor determinado assunto, não é mesmo?

Uma questão importante apresentada como resultado da pesquisa foi a dificuldade que pais e professores tiveram em reconhecer autistas como pessoas sexuadas. Nesse sentido falsas crenças sobre o autismo foram alimentadas. Outra questão importante foi em relação às experiências e às demandas das pessoas autistas quanto à sua sexualidade, pois são tão diversas quanto o espectro. Por isso necessitam de uma estrutura de apoio adaptável, que leve em consideração os desejos, as necessidades, as dificuldades e os comprometimentos. Vale ressaltar que pessoas com TEA possuem dificuldades nas relações sociais em geral e não somente nas relações amorosas.

Se você é um(a) profissional que trabalha com esse público ou com outros transtornos do neurodesenvolvimento, venha conhecer a ODAPP (www.odapp.org), uma plataforma de gestão terapêutica completa que irá lhe auxiliar na praticidade dos seus atendimentos.

Gostou desse conteúdo? fique atento aos próximos e obrigada por me acompanhar até aqui.

Referências

Amor no Espectro. Direção de Cian O’Clery. Austrália: NETFLIX, 2020. Acesso em: 28 de dez de 2021.

Atypical. Criação de Robia Rashid. Estados Unidos: NETFLIX, 2017. Acesso em: 28 de dez de 2021.

BRILHANTE, A. V. M. et al. “Eu não sou um anjo azul”: A sexualidade na perspectiva de adolescentes autistas. Ciênc. Saúde Coletiva [online]. 2021, vol. 26, n. 02, p. 417 – 423. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/csc/a/CLJhwP677n6865nSVZW78hf/?lang=pt>. Acesso em: 27 de dez de 2021.

CHIMURA, William da Costa. Autismo e dificuldades em relacionamentos. 2021. (08:45). Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=6NgJfgfPk5o>. Acesso em: 24 de dez de 2021.

Rebeca Collyer dos Santos – 
Redatora e Editora Chefe
do observatório do Autista.

Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais , pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista e pós-graduanda em Neurociência pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, com cursos na área de Educação Inclusiva pela Universidade Federal de São Carlos. Atua como Psicóloga na clínica CAEP, em Poços de Caldas (MG), como Customer Success na empresa Odapp Autismo e redatora do blog Observatório do Autista.

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