Emoções expressas por meio de animações criadas por crianças com TEA

A emoção é importantíssima para o desenvolvimento de toda criança, pois ao sair do estado puramente orgânico, a criança é um ser emocional, na qual, lentamente, surge o aspecto racional. No início da vida, a afetividade e a inteligência estão misturadas, ocorrendo o predomínio do aspecto afetivo. Ao decorrer do desenvolvimento infantil, ambas se alternam e se influenciam reciprocamente. Com isso, em cada período ou estágio do desenvolvimento ocorre a preponderância e alternância de um destes aspectos.

É por meio da emoção, que o corpo toma forma e consistência. Wallon (1975), chama este processo de atividade proprioplástica que, ao modelar o corpo através da atividade muscular, permite a exteriorização dos estados emocionais e a tomada de consciência dos mesmos pelo indivíduo. Assim, pode-se afirmar que a emoção é visível, através das modificações que ocorrem na mímica e na expressão facial.

Ao saber da importância das emoções na vida de todo indivíduo, profissionais da área da saúde e da educação estão constantemente em aperfeiçoamento a fim de proporcionar melhores e efetivas estratégias de intervenção. Com isso ressalto um trabalho realizado pelo programa De criança para Criança (DCPC), um projeto que possibilita que crianças com autismo, baixa visão ou com problemas de saúde, escrevam, desenhem e gravem suas próprias histórias.

“Criamos uma ferramenta que possibilita abrir algumas portas que eram difíceis e a partir do momento em que a criança consegue se expressar por um mecanismo que é diferente dos que ela está acostumada. Acredito que a metodologia consegue trazer muita informação sobre como o autista se sente”, afirma Gilberto Barroso, cofundador do programa.

 Diversos projetos referentes ao tema e a tantos outros são elaborados no Brasil e sem dúvida enriquecem o trabalho multiprofissional e o desenvolvimento da criança e do adolescente com autismo.

Obrigada por me acompanhar até aqui e até a próxima semana! Para conhecer mais sobre a ODAPP acesse: http://www.odapp.org.

Referências

ALEXANDROFF, Marlene Coelho. O Papel das emoções na constituição do sujeito. Constr. psicopedag.,  São Paulo ,  v. 20, n. 20, p. 35-56,   2012. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-69542012000100005 >. Acesso em: 10 de jun de 2022.

TUCHLINSKI, Camila. Projeto ‘De Criança para Criança’ ajuda pequenos a falarem sobre sentimentos por meio de desenhos. O Estado de São Paulo, 2022. Disponível em: <https://emais.estadao.com.br/noticias/comportamento,criancas-com-autismo-expressam-emocoes-por-meio-de-animacoes-criadas-por-elas-assista,70004052144>. Acesso em: 10 de jun de 2022.

WALLON, H. Psicologia e educação da infância. Lisboa: Estampa, 1975

Rebeca Collyer dos Santos  
Customer Success

Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista e pós-graduanda em Neurociência pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, com cursos na área de Educação Inclusiva pela Universidade Federal de São Carlos. Atua como Psicóloga na clínica CAEP, em Poços de Caldas (MG) e como Customer Success na empresa ODAPP Autismo.

.

Ressonância Magnética do Cérebro Fetal Humano (MRI) Indica o Futuro Surgimento de Distúrbios do Espectro do Autismo

Conforme já escrito aqui no Observatório do Autista, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um Transtorno do Neurodesenvolvimento, no qual a causa é desconhecida, porém existem fatores de risco que são considerados como a prematuridade, diabete gestacional, idade avançada da mãe etc.

O Centro de Convenções da Pensilvânia publicou, no dia 05 de abril, a respeito da Ressonância Magnética em pessoas com TEA. Na publicação afirmaram que criaram a hipótese que pacientes com TEA apresentariam, nos estágios de desenvolvimento, anormalidades específicas na região da anatomia cerebral.

“Usamos ressonância magnética cerebral clínica retrospectiva dos fetos que foram diagnosticados como TEA em idade avançada para obter biomarcadores volumétricos regionais mais precoces baseados em ressonância magnética. Trinta e nove fetos (idade média 24,87 ± 5,05 semanas gestacionais [GW]) foram incluídos neste estudo (9 pacientes com TEA prospectivos, 20 controles neurotípicos, 6 controles sem TEA com comorbidades neurológicas observadas nos pacientes com TEA prospectivos, e 4 controles sem TEA com comorbidades não neurológicas observadas nos pacientes com TEA em perspectiva.”

Nos resultados obtidos, a ínsula/lobo insular apresentou volume estatisticamente significativamente maior no TEA do que nos três grupos de controle na comparação lobar. Com isso, foi possível perceber que, na comparação regional, o grupo TEA apresentou comissura hipocampal, amígdala, e ínsula estatisticamente significativamente maiores em comparação aos controles sem TEA com comorbidades neurológicas e não neurológicas.

 Em suma, os resultados sugerem que um volume aumentado da ínsula/lóbulo insular pode ser um forte biomarcador de ressonância magnética pré-natal que poderia prever o surgimento de TEA mais tarde na vida.

Com isso, podemos entender a correlação estabelecida e estudada, mas também podemos questionar a respeito desse surgimento, visto que tantos outros estudos científicos afirmam que o Transtorno do Espectro Autista é genético.

Para ler o texto na íntegra acesse: https://www.eventscribe.net/2022/EB2022/index.asp?presTarget=2001481.

Referências

CARVALHEIRA, Gianna; VERGANI, Naja; BRUNONI, Décio. Genética do autismo. Brazilian Journal of Psychiatry, v. 26, n. 4, pp. 270-272, 2004. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/rbp/a/pQT5d9NrjtgpDntk3qcgXhw/?lang=pt#>. Acesso em: 14 de abr de 2022.

COUTINHO, João Victor Soares Coriolano; BOSSO, Rosa Maria do Vale. Autismo e Genética: Uma revisão da Literatura. Revista Científica do ITPAC, Araguaína, v.8, n.1, Pub.4, 2015. Disponível em: < https://assets.unitpac.com.br/arquivos/Revista/76/Artigo_4.pdf>. Acesso em: 14 de abr de 2022.

Ressonância Magnética do Cérebro Fetal Humano (MRI) indica o Futuro Surgimento de Distúrbios do Espectro do Autismo. Centro de Convenções da Pensilvânia, 5 de abr de 2022. Disponível em: < https://www.eventscribe.net/2022/EB2022/index.asp?presTarget=2001481 >. Acesso em: 13 de abr de 2022.

SANTOS, Camila Alves dos.; MELO, Hugo Christiano Soares. A Genética associada aos Transtornos do Espectro Autista. Conexão Ci, Formiga, MG, Vol. 13, Nº 3. p. 68-78, 2018. Disponível em: < file:///C:/Users/User-pc/Downloads/756-Texto%20do%20artigo-5003-2-10-20181011%20(1).pdf >. Acesso em: 15 de abr de 2022.

Rebeca Collyer dos Santos – 
Customer Success

Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista e pós-graduanda em Neurociência pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, com cursos na área de Educação Inclusiva pela Universidade Federal de São Carlos. Atua como Psicóloga na clínica CAEP, em Poços de Caldas (MG) e como Customer Success na empresa ODAPP Autismo.

Quais são os direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista?

“O final do ano de 2012 foi um marco decisivo em relação aos direitos da pessoa com autismo. A Lei 12.764 de 27/12/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, determinou que a pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com deficiência para todos os efeitos legais. Lembrando que a Lei é federal, portanto, vale em qualquer lugar do Brasil. A Lei 13.146 de 06/07/2015, Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência ou conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, confirma e solidifica muitos direitos não somente da pessoa com autismo, mas também de toda pessoa com deficiência, sendo essa juntamente com a Lei Berenice Piana, as principais fontes de busca e garantia de direitos.”(Autismo Legal, 2022).

Embora muitos desconhecem, o autista possui direitos na saúde, na educação, no trabalho, na previdência(BPC/LOAS), no transporte, no lazer, e civis. Aqui citarei apenas alguns para conhecimento.

Com relação aos direitos na área da saúde, um deles é referente a regulamentação da ANS (Agência Nacional de Saúde), na qual estabelece limites de sessões de terapia, de acordo com o tipo da terapia. As Pessoas que são diagnosticadas dentro do Transtorno do Espectro Autista pelo código (F84.*) do cid 10 tem um limite diferenciado. Além disso, o limite que é determinado não significa o número máximo, mas sim o mínimo, por isso caso seja necessário e comprovado, pelo médico, o convênio médico é obrigado a disponibilizar quantas sessões forem necessárias para o paciente.

Na educação são muitos os direitos. A pessoa com TEA tem direito desde o transporte que o leva para a escola até a uma pessoa que irá acompanhá-lo durante os estudos, intermediando suas relações escolares. Uma questão importante referente a educação é a escola negar a matrícula de um aluno por causa do TEA. Não existe limite máximo de vagas para alunos de inclusão, se a escola afirmar isso, saiba que é crime de discriminação.

Já abordando sobre os direitos na previdência, todo deficiente, e idoso, de baixa renda tem direito a um benefício chamado Benefício de Prestação Continuada (BPC). As pessoas, na maioria das vezes, fazem referência ao BPC como LOAS. No Entanto, LOAS é a Lei Orgânica de Assistência Social. É de extrema importância entender que o benefício não é uma aposentadoria, e a principal diferença é que quem tem BPC ou LOAS não recebe 13º salário, e também não é “herdável” pelos dependentes.

Para entender mais sobre questões legais referentes ao Autismo, acesse o e-book do Autismo Legal que está disponível gratuitamente em: www.autismolegal.com.br/e-book.

E Para saber mais sobre a ODAPP acesse: www.odapp.org.

Referências

Autismo Legal. Direitos do Autista. Butantã, São Paulo. Disponível em: <www.autismolegal.com.br/e-book>. Acesso em: 13 de abr de 2022.

Rebeca Collyer dos Santos – 
Customer Success

Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista e pós-graduanda em Neurociência pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, com cursos na área de Educação Inclusiva pela Universidade Federal de São Carlos. Atua como Psicóloga na clínica CAEP, em Poços de Caldas (MG) e como Customer Success na empresa ODAPP Autismo.

Teoria da mente e o TEA

Muitas pessoas pensam e até mesmo afirmam que pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) não possuem empatia e que não são capazes de amar. Neste texto irei explicar e desmistificar esse pensamento. Não é verdadeiro falar que pessoas com TEA não são empáticas, é até perigoso, pois cria-se um rótulo e uma falsa ideia dos seres humanos tão únicos que realmente são.

Cada ser humano tem sua subjetividade e isso não é diferente com pessoas com TEA, o que ocorre pode ser explicado pela teoria da mente que você irá entender agora.

Teoria da mente

“A expressão “Teoria da mente” (ToM) deriva de um prestigiado artigo publicado na década de setenta por um primatologista e um psicólogo, Premack e Woodruff, cujo título questionava se, a exemplo dos seres humanos, os chimpanzés também teriam uma “Teoria da mente” (1978).” (TONELLI, 2011). Esse termo refere-se a capacidade de um indivíduo compreender os estados mentais do outro (LIMA, 2019).

Atualmente o estudo da Teoria da Mente se estendeu para outros transtornos como a esquizofrenia e o transtorno bipolar, para a melhoria dos quadros e para a possibilidade de desenvolvimento de estratégias de prevenção e de tratamento das mesmas.

Relação da Teoria da Mente com o Autismo

O que acontece é que em pessoas com TEA há uma diferença no processamento cognitivo da Teoria da Mente, sendo assim podem ter uma incapacidade de inferir os estados mentais dos outros. Segundo (Frith & Happé, 1999) os mesmos podem apresentar empobrecimento no processamento de emoções, no reconhecimento das expressões faciais, do controle do olhar, do uso da linguagem pragmática (metáfora e ironia), da capacidade de imitação, do uso de gestos, e do reconhecimento de pensamentos e sentimentos de si mesmos e de outras pessoas. É possível observar a questão da teoria da mente em autistas a partir da escassez de jogos de faz-de-conta e na dificuldade em usar e entender termos associados a estados mentais.

Marcos do desenvolvimento infantil

Desde o segundo ano de vida:  o indivíduo tem a capacidade de atribuir estados mentais a outros já estariam em ação.

Entre dois e três anos: indivíduo tem a habilidade de interpretar desejos e emoções estaria instalada.

Aos quatro anos de idade: idade em que aparece o entendimento da noção de crenças e outros estados epistêmicos mais elaborados, mas a evolução da teoria da mente não se encerra nesse momento.

Após os quatro anos: surgem a compreensão mais sofisticada da ambiguidade e da ironia, o reconhecimento dos traços de personalidade alheios, o uso da intencionalidade para realizar julgamentos morais e o refinamento da capacidade de interpretar.

Considerações finais

Em pessoas com TEA esses marcos não ocorrem dessa maneira, diante disto a teoria da mente se compromete. De modo resumido, podemos observar que a teoria da mente é muito importante na vida de qualquer pessoa e quando há algum déficit, áreas do desenvolvimento mental podem ser afetadas. Em pessoas com TEA, portanto, a sociabilidade é uma área bastante afetada.

Obrigada por me acompanhar até aqui. Se você é um profissional da saúde ou possui clínica e quer saber mais sobre a ODAPP acesse: www.odapp.org.

Referências

LIMA, Rossano Cabral. Investigando o autismo: teoria da mente e a alternativa fenomenológica. Rev. NUFEN, Belém,  v. 11, n. 1, p. 194-214, 2019. Disponível em: < http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-25912019000100013 >. Acesso em: 24 de mar de 2022.

Teoria da Mente e autismo: qual a relação? Instituto de Psiquiatria PR, Paraná, 27 de jul de 2020. Disponível em: < http://institutodepsiquiatriapr.com.br/teoria-da-mente-e-autismo-qual-a-relacao/ >. Acesso em: 25 de mar de 2022.

Tonelli, Hélio. Autismo, teoria da mente e o papel da cegueira mental na compreensão de transtornos psiquiátricos. Psicologia: Reflexão e Crítica [online]. v. 24, n. 1.p. 126-134, 2011. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/prc/a/kQDx4WZqCRD9FwChDkdnH3m/?lang=pt# >. Acesso em: 24 de mar de 2022.

Rebeca Collyer dos Santos – 
Customer Success

Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista e pós-graduanda em Neurociência pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, com cursos na área de Educação Inclusiva pela Universidade Federal de São Carlos. Atua como Psicóloga na clínica CAEP, em Poços de Caldas (MG) e como Customer Success na empresa ODAPP Autismo.

Aumento de prevalência de Autismo: 1 a cada 44 crianças.

No dia dois de dezembro de 2021, o relatório do CDC (Center of Diseases Control and Prevention) traduzido para o português como Centro de Controle de Doenças e Prevenção, publicou dados recentes a respeito da prevalência de autismo entre crianças de 8 anos (1 a cada 44 crianças), dados estes que foram coletados em 2018, obtiveram um aumento de 22% em relação ao estudo anterior (1 para cada 54 crianças). Segundo Paiva Jr (2021), se estes dados fossem referentes ao Brasil, o país teria cerca de 4,84 milhões de autistas, entretanto, apesar de alguns estudos em determinados estados, não tem-se ainda um número de prevalência no Brasil.

Para corroborar os estudos realizados no Brasil, cito um que foi realizado no interior do estado de São Paulo, no qual a amostra populacional foram crianças entre 7 e 12 anos de idade. A taxa encontrada foi de 27,2 a cada 10 mil crianças (Paula et.al.,2011 apud Júlio Costa e Antunes, 2018). Entretanto, como falado anteriormente, não é um dado significativo para representar toda a população brasileira.

Com relação ao assunto principal desta publicação, os dados apresentados pelo CDC tiveram como base 11 comunidades da rede de monitoramento de Deficiências de Desenvolvimento e autismo (ADDM) e teve como resultado a prevalência geral de TEA de 23,0 por 1000, ou seja, um em 44 crianças de 8 anos. Vale ressaltar que o resultado mostrou também que a prevalência é de 4,2 vezes maior entre meninos que entre meninas.

Diante disso, você pode pensar: “Por que de alguns anos para cá aumentou tanto o número de pessoas com TEA? O que aconteceu”? Muitos ainda ficam confusos com relação ao diagnóstico e à prevalência, mas a resposta se dá devido ao aumento de profissionais capacitados e consequentemente aos diagnósticos assertivos, ao aumento do número de estudos e de pesquisas, à melhora na qualidade dos serviços de saúde e no aumento da conscientização da população em geral (Júlio Costa e Antunes 2018).

Gostou do conteúdo? Não deixe de ler os próximos assuntos.

Obrigada por me acompanhar até aqui.

Referências

JÚLIO COSTA, Annelise; ANTUNES, Andressa Moreira. Transtorno do Espectro autista na prática clínica. São Paulo: Pearson Clinical Brasil, 2018.

PAIVA JR, Francisco. EUA publica nova prevalência de autismo: 1 a cada 44 crianças, com dados do CDC. Canal autismo, 2021. Disponível em: <https://www.canalautismo.com.br/noticia/eua-publica-nova-prevalencia-de-autismo-1-a-cada-44-criancas-segundo-cdc/>.  Acesso em: 06 de dez de 2021.

Rebeca Collyer dos Santos – 
Redatora e Editora Chefe
do observatório do Autista

Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais , pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista e pós-graduanda em Neurociência pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, com cursos na área de Educação Inclusiva pela Universidade Federal de São Carlos. Atua como Psicóloga na clínica CAEP, em Poços de Caldas (MG), como Customer Success na empresa Odapp Autismo e redatora do blog Observatório do Autista.