Novo estudo publicado (abril, 2020) recomenda 25 horas de intervenção semanal

Estudo publicado em abril com mais de 805 crianças entre 3 e 6 anos de idade com TEA no Canadá e EUA apontou que a maioria está recebendo, seis meses após seu diagnóstico, pouco mais de 5 horas de terapias semanais, e o recomendada naqueles países é de 25 horas por semana. Um terço destas crianças iniciou intervenções com terapia comportamental, a que mais tem eficácia comprovada por evidências científicas, segundo a Academia Americana de Psiquiatria da Criança e do Adolescente.

Um painel de especialistas organizado pela Autism Intervention Research Network on Behavioral Health recomenda pelo menos 25 horas por semana dessas terapias. Porém, entre as crianças deste novo estudo, apenas 14% delas estavam recebendo este mínimo semanal — e cerca de 47% estavam recebendo menos de 5 horas por semana. Em relação a especialidade da terapia, a divisão foi de 77% com fonoaudiólogos, 67% com terapia ocupacional e apenas 33% com terapia comportamental.

Fonte: ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/32238536.

COFFITO normatizou em 2017 atuação da Terapia Ocupacional em domicílio

O COFFITO, sempre em atenção às necessidades dos profissionais e da saúde da população, publicou em 2017 novas resoluções voltadas ao atendimento domiciliar, também conhecido como Home Care. A Resolução-COFFITO nº 475 e nº 480 resguarda a prática do Terapeuta Ocupacional na atenção domiciliar.

A intervenção terapêutica ocupacional/home care compreende as modalidades de consulta domiciliar, atendimento domiciliar e internação domiciliar. Pode ser executada nos três níveis de atenção à saúde, por Terapeutas Ocupacionais que atuam de forma autônoma ou em equipe multidisciplinar, por instituições públicas, privadas ou filantrópicas que ofereçam serviços de atendimento domiciliar. 

Entre as competências do profissional, destacam-se:

a – Realizar diagnóstico, prescrever e executar intervenção terapêutica ocupacional;

b – Analisar e planejar as condições ambientais à atenção terapêutica ocupacional, de forma resolutiva e segura;

c – Planejar o treino de Atividades de Vida Diária do paciente, providenciando no domicílio as adaptações pessoais e ambientais utilizados para esse desempenho;

d – Orientar os familiares e cuidadores, facilitando o cotidiano do paciente, e buscando sua autonomia e independência.

Saiba mais aqui

Benefícios da terapia ocupacional para crianças com autismo

No Brasil, a Integração Sensorial é uma linha de atuação exclusiva da área da terapia ocupacional e uma das poucas com evidências científicas exclusivas para tratar problemas de processamento sensorial. Segundo essa metodologia de trabalho, o processamento sensorial é a habilidade do sistema nervoso central de absorver, processar e organizar as informações trazidas pelos sentidos e gerar respostas adequadas, seja em forma de comportamento ou aprendizagem.

No caso de uma criança neurotípica, logo que nasce, o cérebro dela recebe informações sensoriais, organiza e dá sentido a elas, respondendo em forma de aprendizagem e comportamentos. O processamento sensorial de crianças autistas é afetado em 95% dos casos: nelas, o processamento das informações sensoriais ocorre de forma desordenada e insatisfatória, gerando respostas inadequadas e atraso nas habilidades em diferentes domínios do desenvolvimento e prejudicando o seu desempenho ocupacional. Vale destacar que os sentidos considerados vão além da visão, audição, olfato, paladar e tato. Existe também o sentido vestibular (responsável pelo equilíbrio) e o proprioceptivo (que responde pela consciência dos movimentos produzidos pelos membros de nosso corpo). 

Saiba mais aqui

Curso gratuito pela UFMG: Cuidado Paliativo em Atenção Familiar

Público Alvo: profissionais de saúde (nível superior) com registro no Cadastro Nacional de Saúde (CNES).

  • Assistentes Social
  • Enfermeiro
  • Farmacêutico
  • Fisioterapeuta
  • Fonoaudiólogo
  • Médico
  • Nutricionista
  • Cirurgião Dentista (odontólogo)
  • Psicólogo
  • Terapeuta Ocupacional

Saiba mais em: https://www.nescon.medicina.ufmg.br/cursos/curso/curso-de-aperfeicoamento-cuidado-paliativo-em-atencao-domiciliar/

Resoluções COFFITO nº 475 e nº 480 (Home Care)

O COFFITO, sempre em atenção às necessidades dos profissionais e da saúde da população, publicou novas resoluções voltadas ao atendimento domiciliar, também conhecido como Home Care. A Resolução-COFFITO nº 474 respalda o exercício do fisioterapeuta, e as Resoluções-COFFITO nº 475 e nº 480 resguardam a prática do terapeuta ocupacional na atenção domiciliar.

Na Terapia Ocupacional, resoluções COFFITO n.475 e n.480, informa que a Intervenção Terapêutica Ocupacional/Home Care compreende as modalidades:

• Consulta Domiciliar, Atendimento Domiciliar e Internação Domiciliar.

A Intervenção Terapêutica Ocupacional Domiciliar/Home Care pode ser executada nos três níveis de atenção à saúde, por terapeutas ocupacionais que atuam de forma autônoma ou em equipe multidisciplinar, por instituições públicas, privadas ou filantrópicas que ofereçam serviços de atendimento domiciliar.

Na Intervenção Terapêutica Ocupacional Domiciliar/Home Care, compete ao terapeuta ocupacional:

I – Consultar, avaliar, reavaliar, realizar diagnóstico e prognóstico terapêutico ocupacional, prescrever, executar e dar alta na intervenção terapêutica ocupacional;

II – Analisar, planejar, organizar e adaptar as condições ambientais, mobiliário, equipamentos, tecnologias e materiais necessários à atenção terapêutica ocupacional, de forma resolutiva e segura;
III – Realizar intervenção terapêutica ocupacional com a finalidade de prevenir, recuperar ou reabilitar as alterações causadas por comprometimentos do desempenho ocupacional do paciente em seus contextos e componentes;

IV – Planejar o treino de Atividades de Vida Diária e Atividades Instrumentais de Vida Diária do paciente, providenciando no domicílio as adaptações e adequações nos instrumentais pessoais e ambientais utilizados para esse desempenho;

V – Orientar os familiares e cuidadores para o manuseio desses instrumentais, facilitando o cotidiano do paciente, e buscando sua autonomia e independência;

VI – Capacitar a equipe de Terapia Ocupacional que atua na Intervenção Terapêutica Ocupacional Domiciliar/Home Care por meio da educação permanente;

VII – Atuar em equipe multiprofissional de forma integrada e de acordo com as necessidades de cada paciente.

Parágrafo único. Na execução de suas competências, ainda poderá:

a) solicitar, aplicar e interpretar escalas, questionários e testes funcionais;
b) solicitar, realizar e interpretar exames complementares;
c) planejar e executar medidas de prevenção e segurança do paciente;
d) prescrever, confeccionar e gerenciar órteses, próteses e tecnologia assistiva.