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Notas da CIRCULAR ABPMC

“A Intervenção Comportamental baseada em ABA oferece à pessoa diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista uma melhora na comunicação, refinamento das relações sociais, ampliação de repertório global e desenvolvimento de autonomia. Favorece também a redução de comportamentos não adaptativos, tais como estereotipias, agressividade, ecolalias, entre outros, ou mesmo substituição por outros comportamentos socialmente aceitáveis que desempenhem a mesma função, mas com mais eficiência. Possibilita ao paciente equiparar-se aos seus pares, dando-lhe qualidade de vida, direito de igualdade, respeitando princípios constitucionais, tais como: dignidade da pessoa humana, direito à saúde, direito à vida, tão caro à sociedade.”

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Notas da CIRCULAR ABPMC

“Para dar conta de uma intervenção desta magnitude, o serviço prestado precisa ser organizado de maneira que haja uma equipe de profissionais com diferentes formações. Desta forma, um serviço adequado tipicamente conta com: a) um Analista do Comportamento Supervisor, que é responsável por desenvolver e gerenciar a intervenção; b) um Analista do Comportamento Assistente, responsável por auxiliar o Supervisor a operacionalizar a implementação da intervenção e c) Aplicadores ou Técnicos, que são as pessoas responsáveis pela aplicação direta de procedimentos elaborados pelo Supervisor viabilizando o número de horas necessários para a intervenção acontecer. Tanto o Analista do Comportamento Assistente, quanto o Aplicador/Técnico não tem autonomia na tomada de decisão e direcionamento da intervenção, necessitando imprescindivelmente do direcionamento de um Analista do Comportamento Supervisor. Desta forma, um serviço deve contar com no mínimo o Supervisor e um outro profissional ou aplicador”.

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Notas da CIRCULAR ABPMC

“A Intervenção Comportamental baseada em ABA – termo este adequado a ser utilizado, envolve uma série de análises e práticas guiadas por cientificidade e, por essa razão, passiveis de serem replicadas. Como toda intervenção baseada em ciência, requer qualificação profissional de quem irá promovê-la. A estrutura da intervenção pode ser Abrangente ou Focal. Na primeira são alvos de intervenção habilidades em diferentes áreas do desenvolvimento de maneira simultânea, por exemplo o desenvolvimento de habilidades Sociais, Cognitivas, de Linguagem e a resolução de comportamentos problemáticos. Na segunda, profissionais ultra especializados focam em uma ou duas áreas especificas como alvo da intervenção, por exemplo a redução de comportamento agressivo/problemático.”

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Notas da CIRCULAR ABPMC

A grande efetividade da intervenção produziu sua divulgação massiva e assim, ela vem sendo erroneamente chamada de “método ABA”. As consequências desta divulgação inadequada têm sido percebidas em diferentes esferas:

1) Na busca dos serviços pelos consumidores: Tanto pais, quanto profissionais de atenção primária e serviços de saúde tem dificuldade de encontrar profissionais adequadamente qualificados para o encaminhamento da intervenção;

2) Na qualidade do trabalho: começa a ocorrer uma precarização do serviço e os profissionais acabam sendo mal direcionados para formações insuficientes que prometem ensinar o “método ABA” e, por fim e mais importante:

3) Na efetividade da intervenção: Profissionais mal formados fazem intervenções ineficientes que geram consequências danosas tanto para o sujeito que é alvo da intervenção quanto para as famílias e para as seguradoras de saúde, que são solicitadas a pagar por estes serviços.

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Notas da CIRCULAR ABPMC

“O termo ABA, vem do inglês, Applied Behavior Analysis, significa Análise do Comportamento Aplicada e se refere à parte aplicada da ciência do comportamento. Desta forma, ABA envolve tanto uma área de pesquisa, quanto as diversas possibilidades de prestação de serviço que se utilizam das tecnologias investigadas em relação à sua efetividade na resolução dos problemas humanos. Uma área na qual estas tecnologias se mostraram fortemente efetivas foi o tratamento de pessoas com Desenvolvimento Atípico, especificamente pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA – CID F.84.0). A literatura cientifica da mais alta qualidade metodológica têm mostrado largamente a efetividade da intervenção nesta população, principalmente em casos nas quais a intervenção é realizada de maneira intensiva, precoce e por um longo prazo“.

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Críticas sobre ABA – Análise do Comportamento Aplicada

Outras linhas da Psicologia têm um entendimento diferente do que é autismo e argumentam que o tratamento na perspectiva ABA robotiza a criança. A resposta para essa crítica de quem trabalha com ABA é que, pelo fato das pessoas com autismo terem uma compreensão mais literal das coisas, é que explorar uma abordagem mais compreensiva não funciona já que eles não são capazes de alcançar todo o conteúdo em jogo. Uma vez estabelecida uma rotina de aprendizagem por vias concretas, com uso de feedbacks imediatos, a criança com autismo mais severo começa a desenvolver certas compreensões e vai construindo generalizações, e o tratamento pode partir para outras demandas. É importante ainda compreender que é possível que uma pessoa com autismo precise de muitas intervenções ao longo da vida, inclusive quando adulto, mas isso não significa que se tornou dependente dos processos. A ABA sofre críticas também quando é aplicada de maneira uniforme, como se fosse um manual com tópicos a serem implementados no tratamento. Considerar o indivíduo e suas características dentro da ampla diversidade do TEA é essencial.

Existem várias maneiras já sistematizadas que podem ser usadas, de diferentes linhas da Psicologia. Independente da linha escolhida, os especialistas ressaltam que o tratamento deve começar o mais cedo possível, as terapias devem ser adaptadas às necessidades específicas do indivíduo e a eficácia do tratamento deve ser medida conforme os avanços da criança. Evidence-Based Practices for Children, Youth, and Young Adults with Autism Spectrum Disorder (em inglês) é um manual assinado por universidades e órgãos governamentais dos Estados Unidos e que reúne pesquisas numa ampla base de dados e aponta as que comprovam o que é realmente tem resultados quando o assunto é autismo e tem uma tabela com procedimentos baseados em evidências científicas e outros procedimentos que ainda não conseguiram status científicos, mas são emergentes. Dentre as práticas baseadas em evidências, 90% são derivadas da ABA. Nessa tabela, por exemplo, aparece “exercício físico” como sendo um procedimento eficaz para a pessoa com autismo. Ele, em si, não é um procedimento da ABA, mas as pesquisas apontam que ele apresenta bons resultados quando usado com metodologias da ABA – por exemplo, o feedback imediato.

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Programas baseados em ABA podem ser realizados na escola

O tratamento só funciona se for realizado em conjunto pela equipe formada geralmente por acompanhante terapêutica (AT, também chamada de tutora), terapeuta, professora e demais adultos que convivam com a criança. Quanto mais gente envolvida no processo, melhor. Isso inclui até os colegas de classe da criança, que devem ser orientados para conviver com ela de forma saudável, sem preconceitos ou receio. É importante, então, compreender que é possível, em sala de aula, se valer de procedimentos da ABA, mas que não faz sentido lançar mão deles como se fosse o passo a passo de uma receita culinária. O modo mais estruturado de trabalhar (com tentativa discreta), funciona para crianças com autismo mais severo, enquanto o ensino naturalístico incidental funciona para crianças com autismo mais leve.

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Análise do Comportamento Aplicada (ABA, na sigla em inglês)

No campo da Psicologia do Comportamento, diversos profissionais trabalham com programas de intervenção baseados na Análise Aplicada do Comportamento (ABA, da sigla em inglês Applied Behavior Analysis),atualmente considerados como tratamento baseado em evidências para o TEA.

O primeiro objetivo de se aplicar ABA é ampliar o repertório comportamental e de conteúdos curriculares, de modo que a criança melhore a interação e a comunicação social, aprendendo a pedir, explicitar o que não quer, ler, ir ao banheiro etc. O segundo tem a ver com diminuir a frequência de comportamentos disruptivos (se bater e morder, bater e morder o outro, gritar, arremessar objetos, etc).

O trabalho com a criança deve ser planejado com base na aprendizagem sem erros, pois assim são diminuídas as chances de haver atrasos no desenvolvimento da criança, a desmotivação do indivíduo (o que poderia ocorrer com aprendizagem baseada na tentativa e erro), a desistência e a emissão de comportamentos disruptivos. Além de planejar o ensino de comportamentos ou conteúdos curriculares em pequenos passos e fragmentar as tarefas, o trabalho com ABA leva em conta o que existe e é possível de ser visto, manuseado (concreto) para os casos mais severos de autismo. Outros dois conceitos essenciais: dicas (para que a criança consiga emitir o comportamento correto) e feedbacks imediatos (para mantê-la motivada, engajada, e volte a fazer novamente, queria aprender).

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Análise do Comportamento Aplicada (ABA) por Claudia Romano Pacífico e Joana Portolese

Claudia Romano Pacífico, doutora em ABA, coordenadora das intervenções baseadas em ABA do Programa de Transtornos do Espectro Autista (PROTEA) do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq – USP) é diretora e sócia-fundadora do Centro de Intervenção Comportamental Gradual, em São Paulo. Joana Portolese, neuropsicóloga e assessora de autismo do Instituto Pensi, em São Paulo.

Objetivos das intervenções baseadas em ABA

Ampliar o repertório comportamental e de conteúdos curriculares, de modo que a criança melhore a interação e a comunicação social, aprendendo a pedir, explicitar o que não quer, ler, ir ao banheiro etc. Diminuir a frequência de comportamentos disruptivos (se bater e morder, bater e morder o outro, gritar, arremessar objetos, etc).

Prática para alcançar os objetivos

O trabalho com a criança com autismo deve ser planejado com base em alguns conceitos essenciais focados na aprendizagem sem erros, pois assim são diminuídas as chances de haver atrasos no desenvolvimento da criança, a desmotivação do indivíduo (o que poderia ocorrer com aprendizagem baseada na tentativa e erro), a desistência e a emissão de comportamentos desruptivos. Além de planejar o ensino de comportamentos ou conteúdos curriculares em pequenos passos e fragmentar as tarefas, o trabalho com a ABA leva em conta o que existe e é possível de ser visto, manuseado (concreto) para os casos mais severos de autismo. Outros dois conceitos essenciais: dicas (para que a criança consiga emitir o comportamento correto) e feedbacks imediatos (para mantê-la motivada, engajada, e volte a fazer novamente, queria aprender).

Programas baseados em ABA realizados na escola

O tratamento só funciona se for realizado em conjunto pela equipe formada geralmente por acompanhante terapêutica (AT, também chamada de tutora), terapeuta, professora e demais adultos que convivam com a criança. Quanto mais gente envolvida no processo, melhor. Isso inclui até os colegas de classe da criança, que devem ser orientados para conviver com ela de forma saudável, sem preconceitos ou receio. É importante, então, compreender que é possível, em sala de aula, se valer de procedimentos da ABA, mas que não faz sentido lançar mão deles como se fosse o passo a passo de uma receita culinária. O modo mais estruturado de trabalhar (com tentativa discreta), funciona para crianças com autismo mais severo, enquanto o ensino naturalístico incidental funciona para crianças com autismo mais leve.

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Treinamento de Respostas Pivôs (PRT)

Resultado do trabalho de pesquisadores como Robert Koegel, o Treinamento de Respostas Pivôs (Pivotal Response Treatment®, PRT® (na sigla em inglês) é um método de intervenção comportamental e considerado uma ramificação da Análise do Comportamento Aplicada (ABA). Esse tratamento lança mão da motivação da criança com autismo para ensinar a ela novas habilidades em situações naturais e em ambientes variados. O achado de Koegel e seus colaboradores, que deu origem ao PRT®, foi perceber que crianças com autismo se revelavam bastante desinteressadas em aprender. Apesar disso, quando expostas a situações naturais, sem formalidade e com respeito às escolhas feitas por elas, a aprendizagem acontecia com maior frequência e de modo mais natural.

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