Escala de avaliação ABC

Autism Behavior Checklist -ABC (Lista de checagem de comportamento autístico) foi desenvolvida por Krug et al., 1980. O ABC é um questionário constituído por 57 itens, elaborados para avaliação de comportamentos autistas em população com retardo mental, que tem ajudado na elaboração de diagnóstico diferencial de autismo. Esta lista de verificação foi desenvolvida a partir do registro de comportamentos, selecionados de nove instrumentos utilizados para se identificar o autismo.
Os itens desta escala, na forma de descrições comportamentais, foram agrupados em 5 áreas de sintomas: sensorial, relacionamentos, uso do corpo e de objetos, linguagem, e habilidades sociais e de auto-ajuda. A análise da escala propõe 17 itens comportamentais pontuados com nota 4, que são considerados altamente indicadores de autismo, 17 itens pontuados com nota 3, 16 itens pontuados com nota 2, e 7 itens comportamentais com nota 1, considerados pouco indicadores de autismo. O resultado médio dos estudos de validação do instrumento  é 78 pontos para o autismo e 44 pontos para o retardo mental grave. O ABC, aparentemente, é capaz de identificar sujeitos com altos níveis de comportamento autista .
Fonte: http://www.institutoinclusaobrasil.com.br/instrumentos-diagnosticos-para-avaliar-o-autismo/

Escala de avaliação CARS

Childhood Autism Rating Scale_ CARS (Escala de avaliação para autismo infantil) foi desenvolvida por Schopler et al., 1980. A CARS é baseada nas definições de autismo apresentadas por Rutter, Ritvo e Freeman. Os aspectos comuns entre essas definições são:
i) desenvolvimento social comprometido em relação às pessoas, objetos e acontecimentos;
ii) distúrbio da linguagem e habilidades cognitivas e;
iii) início precoce do transtorno, antes dos 30 meses de idade.
A escala é um instrumento para observações comportamentais, sendo administrada na primeira sessão de diagnóstico. É composta por 15 itens, sendo que cada um deles é pontuado num continuum, variando do normal para gravemente anormal, todos contribuindo igualmente para a pontuação total. De acordo com o manual da CARS, o autismo é caracterizado por um resultado 30 pontos, em uma escala que varia de 15 a 60 pontos, sendo que o intervalo entre 30 e 36,5 é definido como característico de autismo moderado. O que se apresenta entre 37-60 pontos é definido como autismo grave.
Fonte: http://www.institutoinclusaobrasil.com.br/instrumentos-diagnosticos-para-avaliar-o-autismo/

Escala de avaliação PEP-R para TEA

O perfil psicoeducacional revisado (Schopler, Reichler, Bashfod, Lansing & Marcus, 1990), é um instrumento de medida da idade de desenvolvimento de crianças com autismo ou com transtornos correlatos da comunicação.  Tal instrumento surgiu em função da necessidade de se identificar padrões irregulares de aprendizagem, visando a subseqüente elaboração do planejamento psicoeducacional, segundo os princípios do Modelo TEACCH (Treatment and Education of Autistic and Communication Handicapped Children).  Entretanto, sua utilização tem sido também estendida a pesquisas nessa área.   O PEP-R é composto por duas escalas.  A primeira (de desenvolvimento) foi construída a partir de normas estabelecidas empiricamente de acordo com a performance obtida de crianças norte-americanas com desenvolvimento típico.  A segunda (de comportamento) baseou-se no CARS (Childhood Autism Rating Scale, Schopler, Reichler & Renner, 1971 e nos critérios de Creak,1961, citados em Schopler e cols., 1990).

Esse instrumento vem sendo usado no Brasil desde 1992 com fins clínicos em sua forma original, porém apenas traduzida, o que aponta para a necessidade de estudos sobre as suas propriedades psicométricas.

Inicialmente serão apresentadas noções sobre o autismo, uma vez que é nesse contexto clínico que o instrumento foi construído, seguindo-se de informações sobre o processo de validação do  PEP-R e a sua utilização clinica e em pesquisa.  Finalmente, apresentam-se a metodologia empregada no processo de tradução e adaptação para o português e os resultados sobre a verificação das propriedades psicométricas do instrumento.

Fonte: http://universoautista.com.br/oficial/2015/08/09/o-pep-r/

Efeitos da atividade física em jovens com transtorno do espectro autista

Artigo de abril de 2018 apresenta resultados de um estudo que mostram um efeito moderado a grande incluindo o desenvolvimento de competências de manipulação, habilidades motoras, funcionamento social, força muscular e resistência em jovens submetidos a atividade física. Os autores concluem que a posição da atividade física como uma estratégia baseada em evidências para jovens com TEA é reforçada.

Um total de 29 estudos com 30 amostras independentes (N = 1009) foram utilizados e os resultados das meta-análises indicaram um efeito global moderado (g = 0,62). Vários desfechos indicaram efeitos de moderado a grande (g ≥ 0,5); especificamente, efeitos positivos moderados a grandes foram revelados para participantes expostos a intervenções direcionadas ao desenvolvimento de habilidades manipulativas, habilidades locomotoras, aptidão relacionada à funcionamento social, força e resistência muscular. Análises foram realizadas para explicar a variância entre os grupos; o ambiente foi a única variável subgrupo (características de intervenção) que produziu uma diferença significativa (QB = 5,67, P <0,05) entre as análises. Embora não tenham sido encontradas diferenças significativas, várias tendências foram aparentes dentro dos grupos nos quais os grupos experimentais superaram os grupos de controle.

Referência bibliográfica: Autism Res 2018, 11: 818-833. © 2018 Sociedade Internacional para Pesquisa do Autismo, Wiley Periodicals, Inc.

 

Indivíduos com TEA têm quatro vezes mais chances de apresentar depressão em sua vida segundo estudo.

(Março, 2018) Existe uma incerteza substancial sobre a prevalência de transtornos depressivos em indivíduos com TEA. Esta meta-análise resumiu quantitativamente os estudos que avaliaram a prevalência atual de transtornos depressivos unipolares em crianças, adolescentes e adultos com TEA segundo as diretrizes do guia PRISMA. Um total de 7857 artigos foram identificados por meio de 5 bases de dados (PubMed, Web of Science, PYSCInfo, CINAHL, Dissertações e Teses da ProQuest) e dois revisores independentemente selecionaram artigos e extraíram dados. Sessenta e seis artigos preencheram os critérios de inclusão.

Os resultados indicaram que a prevalência ao longo da vida foi de 14,4% (IC 95% 10,3-19,8) e 12,3% (IC 95% 9,7-15,5), respectivamente. As taxas de transtornos depressivos foram maiores entre os estudos que usaram uma entrevista padronizada para avaliar transtornos depressivos (tempo de vida = 28,5%, IC95% 20,1–38,8; atual = 15,3%, IC95% 11,0–20,9) e exigiram que os participantes relatassem por conta própria sintomas depressivos (tempo de vida = 48,6%, IC 95% 33,3-64,2; corrente = 25,9%, IC 95% 17,0-37,3). As taxas também foram maiores em estudos que incluíram participantes com maior inteligência. A prevalência ao longo da vida, mas não atual, foi positivamente associada à idade.

Em conclusão, descobriu-se que as taxas de transtornos depressivos são altas entre os indivíduos com TEA. Em comparação com indivíduos com desenvolvimento típico, os indivíduos com TEA têm quatro vezes mais chances de apresentar depressão em sua vida. Esses resultados sugerem que indivíduos com TEA devem ser regularmente selecionados e receber tratamento para depressão.

Fonte: https://link.springer.com/article/10.1007/s10802-018-0402-1

Maior estudo genético acerca do autismo

OHSU é um dos 25 locais clínicos nos EUA que participam do SPARK, uma iniciativa que recruta 50.000 famílias com autismo para compartilhar informações genéticas, comportamentais e médicas com o objetivo de acelerar a pesquisa sobre o autismo.
[…]
Ele também planeja usar a tecnologia de edição de genes CRISPR para corrigir a mutação nas células-tronco do paciente para ver se isso conserta o crescimento do organoide – e aponta para tratamentos direcionados para o autismo.

Fonte: https://www.ozy.com/rising-stars/could-this-sideburn-sporting-scientist-crack-the-autism-gene-puzzle/86021

Organização Mundial da Saúde treina curitibanos para o atendimento ao autismo

Até sexta-feira (27/7), equipe do Programa Internacional de Capacitação de Familiares e/ou Cuidadores de Crianças com Atraso ou Transtorno do Neurodesenvolvimento/Autismo em Curitiba recebe consultoras da Organização Mundial da Saúde (OMS), na Associação Comercial do Paraná. Elas vão treinar quatro profissionais “masters”, que irão disseminar a metodologia do programa de desenvolvimento das crianças com autismo.

“Havia uma grande expectativa de avançar no treinamento dos profissionais, pois a população tem se mostrado muito interessada neste projeto”, destaca o apoio técnico do Departamento de Atenção à Saúde da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Joari Stahlschmidt. Três dos quatro profissionais que serão capacitados fazem parte da secretaria.

As consultoras, com a equipe de coordenadores e dos másters, vão validar o material didático, traduzido e adaptado para a realidade das famílias e crianças brasileiras. A partir desta terça-feira (24/7), as sessões de capacitação terão o apoio de famílias com crianças autistas.

Essas famílias são voluntárias e vão aprender técnicas para aplicar na rotina das crianças e também darão retorno à equipe sobre a eficácia da metodologia. A intenção é que elas se tornem protagonistas na melhoria da qualidade de vida de crianças com síndromes do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou atraso no neurodesenvolvimento.

Parceria

O programa é uma parceria da Prefeitura de Curitiba com a OMS, a Fundação Autism Speaks e a ONG curitibana Ico Project. Curitiba foi a primeira cidade do mundo a firmar essa parceria, em março deste ano. Até então, os convênios vinham sendo feitos entre a OMS e governos federais.

“Na nossa primeira visita, fizemos todo o planejamento e, desde então, a equipe trabalhou duro e satisfatoriamente para chegarmos a este treinamento”, destaca a consultora da OMS Pamela Dixon Thomas. “É um programa muito significativo em Curitiba porque tem potencial para ser implantado em outras partes do Brasil”, destaca.

Passo a passo do programa

O projeto funciona em sistema de “pirâmide do conhecimento”. Os masters que receberão treinamento nesta semana – três da Secretaria Municipal da Saúde e um do Ico Project – vão ensinar vários facilitadores. Estes, irão replicar o conhecimento a pais e cuidadores.

Os facilitadores serão profissionais da Atenção Primária da Saúde da secretaria, ampliando exponencialmente a rede de pessoas com condições de dar suporte ao desenvolvimento das crianças.

O objetivo é, nesse sistema, capacitar todos os pais e cuidadores de crianças entre 2 e 9 anos com TEA de Curitiba em cinco anos. Serão priorizadas famílias de regiões de alta vulnerabilidade da cidade.

Fonte: https://www.bemparana.com.br/noticia/organizacao-mundial-da-saude-treina-curitibanos-para-o-atendimento-ao-autismo

Carros para deficientes: prazo de revenda com isenção de ICMS sobe de 2 para 4 anos

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O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) ratificou nesta quinta-feira (26) uma alteração na regra para a revenda de veículos comprados com isenção de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) para pessoas que possuem deficiência física, visual, mental ou autismo. A partir de agora, o proprietário de veículo comprado com este tipo de isenção terá que ficar 4 anos antes de revender para uma pessoa que não tem direito ao benefício. Até então, o prazo era de 2 anos. Caso ele queira revender antes de 4 anos, terá que recolher o imposto. O prazo para a isenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que é outro benefício para pessoas com deficiência, permanece de 2 anos.

Fonte: https://g1.globo.com/carros/noticia/2018/07/26/carros-para-deficientes-prazo-de-revenda-com-isencao-de-icms-sobe-de-2-para-4-anos.ghtml

“Cannabis” pode agir na cura de doenças crônicas e autismo

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Cannabis, popularmente conhecida como maconha, surgiu nas últimas décadas como uma panaceia capaz de tratar várias doenças, que vão das dores crônicas ao autismo. Dessa substância é possível retirar mais de 400 compostos; os principais são o Tetra-Hidrocanabinol, conhecido como THC, responsável pelos efeitos psicoativos e neurotóxicos, e o Canabidiol, ou CBD, que possui diversas possibilidades terapêuticas e até efeitos protetores contra os danos do próprio THC.

O professor Antônio Waldo Zuardi, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP explicou que os canabinoides são mais de 80 substâncias que existem na Cannabis. Zuardi também comentou que no fim de 2018 será inaugurado a parte física do Centro de Pesquisa de Canabidiol da FMRP.

Já o professor Cláudio do Prado Amaral, da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da USP, destaca que a venda desautorizada dos canabinoides é crime, entretanto, no uso para cura, se comprovado que a Cannabis funciona, pode ser usada sem ser considerada infração.

Cannabis e os canabinoides são temas de simpósio promovido pela Liga Acadêmica de Psiquiatria da FMRP. No evento serão discutidos o uso, abuso e efeitos terapêuticos das substâncias. O simpósio será nesta quinta, no Auditório da Faculdade de Direito, campus da USP, Avenida dos Bandeirantes, 3.900 em Ribeirão Preto.

Fonte: https://jornal.usp.br/atualidades/cannabis-pode-agir-na-cura-de-doencas-cronicas-e-autismo/

Inflamação reduz conexões de neurônios obtidos em laboratório a partir de células do dente de crianças com o transtorno neurológico

A partir de dentes de leite doados por crianças com e sem autismo, os grupos liderados pelos neurocientistas brasileiros Patricia Beltrão Braga, da USP, e Alysson R. Muotri, da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, confirmaram que uma inflamação em células cerebrais chamadas astrócitos pode estar associada ao desenvolvimento de uma forma grave desse transtorno. Mais importante: ao menos em laboratório, o controle da inflamação nos astrócitos reverteu alterações que ela provoca nos neurônios, as células responsáveis por transmitir e armazenar informações no cérebro e que se encontram mais imaturas nessa forma de autismo.

A reportagem completa pode ser encontrada em http://revistapesquisa.fapesp.br/2018/01/16/mais-uma-possivel-causa-do-autismo/