Trabalho sugere que um filho com TDAH implica em risco maior do outro ter autismo e vice-versa

Um estudo recente do Mind Institute, do Departamento de Psiquiatria e Ciências Comportamentais da Universidade da Califórnia em Davis (UC Davis), e outras universidades associadas reforça a ligação genética entre Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e Transtorno de Déficit da Atenção com Hiperatividade (TDAH). Segundo o estudo, quem tem um filho com autismo tem mais risco de ter outro filho com TDAH e vice-versa — um filho com TDAH significa risco mais de que ele tenha um irmão com autismo. Os resultados da pesquisa, publicada no científico Jama Pediatrics, reforçam a ideia de que existe uma sobreposição genética importante entre as duas condições.

Outros estudos já registraram o risco em irmãos para cada um desses transtornos individualmente, considerando que TDAH e TEA compartilham algumas características. Esta pesquisa, todavia, contempla as duas condições de saúde de uma vez, focando no risco em irmãos mais novos.

A pesquisa foi feita com 15.175 crianças com cinco anos ou mais que têm pelo menos um irmão mais velho. Dessas, 158 irmãos têm diagnóstico de autismo e 730 têm, de TDAH.

Riscos

Os números dos riscos são contundentes. As crianças que têm um irmão mais velho autista têm 30 vezes mais chances de ter diagnóstico de autismo em comparação com crianças que têm um irmão mais velho neurotípico (sem autismo). As crianças cujo irmão mais velho tem TDAH têm 13 vezes mais chances de ter TDAH também.

“Ambos os resultados confirmam o fator familiar nesses transtornos do desenvolvimento neurológico”, analisou, ao site Spectrum News, Tinca Polderman , professora assistente de desenvolvimento de características complexas na Vrije Universiteit Amsterdam, na Holanda, que não esteve envolvido nesse trabalho. Mas a escala do efeito do autismo é “surpreendente”, diz ela. Estudos anteriores estimaram esse aumento em 14 a 20 vezes.

Uma condição frente o risco da outra, entre irmãos, também apresenta um número significativo em comparação com o risco com irmão mais velho neurotípico. Crianças com irmãos mais velhos autistas têm 3,7 vezes mais chances de ter TDAH; e aquelas com um irmão mais velho com TDAH têm 4 vezes mais chances de ter autismo.

O estudo está disponível pelo PubMed em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30535156

(Com informações do Spectrum News)

Parque recebe certificado em autismo

O Aquatica Orlando é o primeiro parque aquático do mundo com certificado em autismo, conforme as regras do Conselho Internacional de Padrões de Credenciamento e Educação Continuada (IBCCES). O parque concluiu um intenso treinamento e sensibilização da equipe sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), bem como inspeção das áreas do parque e análise da experiência do visitante.

Saiba mais em https://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/parques-e-atracoes/aquatica-orlando-recebe-certificado-em-autismo/

Curso gratuito pela UFMG: Cuidado Paliativo em Atenção Familiar

Público Alvo: profissionais de saúde (nível superior) com registro no Cadastro Nacional de Saúde (CNES).

  • Assistentes Social
  • Enfermeiro
  • Farmacêutico
  • Fisioterapeuta
  • Fonoaudiólogo
  • Médico
  • Nutricionista
  • Cirurgião Dentista (odontólogo)
  • Psicólogo
  • Terapeuta Ocupacional

Saiba mais em: https://www.nescon.medicina.ufmg.br/cursos/curso/curso-de-aperfeicoamento-cuidado-paliativo-em-atencao-domiciliar/

Técnica de edição de DNA

O cientista chinês He Jiankui, de 34 anos, da universidade SUSTech(Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul da China), em Shenzhen, na China, em 25 de novembro de 2018, anunciou (por um vídeo no YouTube) que havia editado o gene CCR5 em dois embriões humanos, com o objetivo de que os bebês não expressem um receptor para o vírus HIV.
Veja, abaixo, o vídeo explicativo sobre a técnica de edição de DNA, Crispr-cas9, do canal Ciência Traduzida:

Estudo aponta que música melhora habilidade de comunicação de autistas

Estudo publicado no início de novembro esta semana na revista científica Translational Psychology sugere que atividades musicais, como cantar e tocar instrumentos, pode melhorar habilidade de comunicação de crianças autistas.

Há mais de 70 anos a ciência estuda a relação entre o autismo e a música. Para entender melhor a ligação, pesquisadores da Universidade de Montreal, na França, e da Universidade de McGill, no Canadá, fizeram um ensaio clínico de três meses com crianças de seis a 12 anos.

Os pais dos participantes responderam questionários sobre as habilidades de comunicação dos filhos, que fizeram exame de ressonância magnética para que os pesquisadores observassem as atividades cerebrais de cada um.

Durante a pesquisa, as crianças foram divididas em dois grupos: o primeiro participou de sessões semanais de 45 minutos de terapia envolvendo atividades de interação com música e o segundo teve sessões de terapia com as mesmas atividades, só que sem música. Depois de três meses, os pais das crianças que fizeram atividade com música relataram significativa melhora nas crianças na parte de comunicação e de qualidade de vida.

Novos exames de ressonância magnética feitos nos pacientes do primeiro grupo sugerem que as melhoras são resultantes de uma maior conectividade entre as regiões motora e auditivas do cérebro e menor ligação entre as regiões auditivas e visuais, que são vistas com mais frequências em quem tem autismo.

Segundo Megha Sharda, autora do estudo, os resultados são animadores. A pesquisadora explica que para as pessoas com autismo pode ser um desafio se comunicar prestando atenção ao que o outro diz, pensando em uma resposta e ignorando o ruído à volta. Para isso, é crucial que as ligações no cérebro sejam favoráveis.

Este é o primeiro estudo que mostra que atividades com música com crianças autistas pode levar a melhoria tanto da comunicação quanto das conectividades cerebrais de crianças com autismo.

“Nós precisaremos replicar estes resultados com vários terapeutas em diferentes níveis de treinamento para avaliar se os efeitos persiste”, afirma Krista Hyde, psicóloga da Universidade de Montreal.

Megha acrescenta que é importante ressaltar que o estudo não encontrou mudanças nos sintomas do autismo.

“Pode ser porque não temos uma máquina sensível o suficiente para medir mudanças nos comportamentos de interação social”, diz.

Fonte: https://exame.abril.com.br/ciencia/estudo-aponta-que-musica-melhora-habilidade-de-comunicacao-de-autistas/