ABA e o Autismo

Foto por Burak Kebaber em Pexels.com

O que é ABA?

Certamente se você recebeu o diagnóstico do seu pequeno, já deve ter ouvido falar sobre a Análise do comportamento Aplicada, seja por orientação médica/profissional ou por ter pesquisado sobre o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Caso você ainda não tenha ouvido falar, não tem problema, este texto será uma oportunidade de conhecimento a respeito do tema.

A sigla ABA é utilizada para referir-se à Análise do Comportamento Aplicada (em inglês: Applied Behavior Analysis).  De acordo com Hübner (2019), ABA é uma ciência complexa derivada do behaviorismo de Burrhus Frederic Skinner (1904-1990). É uma abordagem baseada em evidências científicas, utilizada mundialmente, e foi originada nos EUA, na década de 60.  Sabe-se que não foi desenvolvida unicamente para o tratamento do Transtorno do Espetro do Autismo, porém, atualmente, há grandes resultados nessas área, por ensinar habilidades, reduzir os comportamentos repetitivos e estereotipados e por funcionar de modo intensivo e sistemático.

Características da Terapia baseada em ABA

As características gerais de uma intervenção baseada na ABA, envolvem alguns pontos importantes, como: a identificação de comportamentos e habilidades que precisam ser melhorados, seleção e descrição dos objetivos, e delineamento de uma intervenção que envolva as estratégias comprovadamente efetivas para modificar determinados comportamentos. O objetivo é que os comportamentos aprendidos e modificados sejam generalizados para diversas áreas da vida do indivíduo (Camargo & Rispoli, 2013; Cartagenes et al., 2016; Fisher & Piazza, 2015).

Para que isso ocorra, o profissional deve realizar manejos comportamentais que são necessários para o desenvolvimento da criança, como criar diferentes maneiras de brincar com os brinquedos, elogiar, imitar e reproduzir o comportamento da criança (Shillingsburg, Hansen, & Wrigth, 2018). Os comportamentos alvos devem ser medidos e constantemente definidos. Deve-se aumentar a motivação por meio de fornecimento variado de reforços (seja algum brinquedo, objeto que a criança goste ou elogios). É necessário também: fornecer instruções claras e diretas, identificar e usar instruções efetivas, reforçar toda vez que a criança se aproximar do comportamento-alvo (modelação), buscar respostas simples em comportamentos mais complexos e, por fim, usar métodos explícitos para a promoção da generalização e a manutenção dos comportamentos, em que os comportamentos alvos sejam reproduzidos em vários contextos da vida da criança (Fisher & Piazza, 2015).

Além disso, a ABA caracteriza-se por realizar uma coleta de dados antes, durante e depois da intervenção. O acompanhamento dessas informações tem como objetivo analisar o progresso individual da criança, bem como auxiliar na tomada de decisões em relação aos programas de intervenção e as possíveis estratégias.

Quais profissionais podem aplicar/trabalhar com a ABA?

Normalmente os psicólogos que trabalham com a Psicoterapia Comportamental realizam a intervenção em ABA, entretanto outros profissionais como fonoaudiólogos, pedagogos e terapeutas ocupacionais que possuem formação e especialização em ABA também podem utiliza-la.

Considerações finais

Para o tratamento de crianças com TEA, procure sempre profissionais qualificados, sobretudo com qualificação em ABA, pois é a ciência que traz melhores resultados.

Se você trabalha com ABA e realiza a coleta de dados durante a intervenção, bem como elabora planos terapêuticos e programas, acesse www.odapp.org e conheça a praticidade em suas mãos.

Obrigada por me acompanhar até aqui!

Referências

GAIATO, Mayra. ABA e os profissionais que podem usar. 2019 (04:23). Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=m2Gd2DwgRps >.    Acesso em: 24 de mai de 2022.

MACIEL, Islaine. Análise do Comportamento auxilia no tratamento de TEA. Jul de 2019. Disponível em: < https://sites.usp.br/psicousp/analise-do-comportamento-auxilia-no-tratamento-de-tea/#:~:text=Em%20entrevista%20a%20professora%20do,%2C%20na%20d%C3%A9cada%20de%2060%E2%80%9D >.  Acesso em: 23 de mai de 2022.

SOUSA, Deborah Luiza Dias de et al. Análise do comportamento aplicada: a percepção de pais e profissionais acerca do tratamento em crianças com espectro autista. Contextos Clínic,  São Leopoldo ,  v. 13, n. 1, p. 105-124, abr.  2020 . Disponível em: < http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-34822020000100007#:~:text=Os%20resultados%20mostram%20que%20a,os%20comportamentos%20repetitivos%20e%20estereotipias.>. Acesso em: 23 de mai de 2022.

Rebeca Collyer dos Santos  
Customer Success

Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista e pós-graduanda em Neurociência pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, com cursos na área de Educação Inclusiva pela Universidade Federal de São Carlos. Atua como Psicóloga na clínica CAEP, em Poços de Caldas (MG) e como Customer Success na empresa ODAPP Autismo.

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