Criança Autista fica mais de 10 dias sozinho com a mãe que infartou

Foto por Anna Shvets em Pexels.com

Introdução

Ao falar do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), neste blog, sempre o assunto abordado é sobre a importância de algo, ou sobre os benefícios de algo para o TEA, e até mesmo sobre alguma notícia a respeito do assunto. Hoje o intuito é trazer uma reflexão para além de tudo já escrito por aqui. Possivelmente não teremos uma resposta pronta e decorada, porém poderemos refletir juntos e pensar em estratégias de enfrentamento plausíveis e reais.

Nossa missão é melhorar a qualidade de vida das famílias que convivem com crianças com Transtornos do desenvolvimento e em especial o autismo, justamente por isso trago a notícia de hoje para refletirmos sobre a invisibilidade de muitas famílias que lidam com crianças com o TEA, sobre a luta diária dos familiares para ensinarem seus filhos autistas a se defenderem e a se expressarem e sobre o apoio da comunidade que cerca tais famílias e crianças. Estamos em constante evolução, e todos os dias são lutas e conquistas, mas em qual passo estamos? O que ainda precisamos melhorar e planejar? Deixo para você essa reflexão, talvez inquietante e conflituosa, porém real.

Notícia

“O caso aconteceu em São Sebastião do Paraíso e comoveu os moradores do bairro Jardim Itamarati. Na segunda-feira, dia 16, E.S. foi até a casa de sua irmã Ana Paula, de 39 anos, pois estranhou que ela não havia entrado em contato com seus familiares há dias.

Ele chamou no portão por vários minutos e como estava tudo trancado, estourou o cadeado e arrombou a porta da sala. Na entrada ele já sentiu um forte cheio e foi até quarto de Ana Paula, onde a encontrou caída, sem vida, com seu corpo em avançado estado de decomposição. Na cozinha estava o filho dela, de 6 anos, autista, que não conseguiu se expressar para informar o que aconteceu.

A Polícia Militar foi acionada para registrar boletim de ocorrência. Inicialmente a suspeita era de que Ana Paula teria cometido suicídio e teria deixado comida pronta, biscoitos e suco, para que o filho se alimentasse.

Mas essa hipótese foi descartada com o exame feito no IML, que constatou morte por infarto. Segundo o laudo, o óbito pode ter ocorrido há mais de 12 dias, pelo estado em que o corpo foi encontrado. Durante esse tempo, o garotinho ficou ao lado da mãe e sozinho, se alimentando do que havia na mesa. O corpo foi liberado hoje para velório e sepultamento.”

Obrigada por me acompanhar até aqui!

Fonte: https://correiosudoeste.com.br/noticia/3206/-Crian%C3%A7a-autista-fica-mais-de-10-dias-sozinho-com-a-m%C3%A3e-morta-que-infartou-

Rebeca Collyer dos Santos  
Customer Success

Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, pós-graduada em Transtorno do Espectro Autista e pós-graduanda em Neurociência pelo Centro Universitário Internacional UNINTER, com cursos na área de Educação Inclusiva pela Universidade Federal de São Carlos. Atua como Psicóloga na clínica CAEP, em Poços de Caldas (MG) e como Customer Success na empresa ODAPP Autismo.

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