Exoma para diagnóstico de deficiência intelectual, participe da Consulta Pública

A deficiência intelectual, anteriormente denominada retardo mental, é uma condição definida por limitações significativas do funcionamento intelectual e do comportamento. Causando limitações nas habilidades ligadas às atividades que envolvem raciocínio, resolução de problemas e planejamento.

A investigação diagnóstica da deficiência intelectual costuma ser complexa devido à heterogeneidade das causas e características clínicas desta condição. O sequenciamento completo do exoma é um procedimento diagnóstico que faz a “leitura” dos genes, identificando doenças genéticas causadas por mutações na sequência do DNA.

Os membros da Conitec recomendaram inicialmente pela não incorporação do exoma como diagnóstico para investigação etiológica de deficiência intelectual de causa indeterminada, pois chegaram à conclusão que o procedimento, não alterará o curso da doença.

Clique aqui e acesse o relatório com a recomendação inicial. A população pode contribuir até o dia 30 de outubro de 2018.

Como participar

Utilize os formulários eletrônicos disponíveis no nosso site, no link Consultas Públicas. Faça seus comentários e sugestões. Participe, sua contribuição é muito importante.

http://conitec.gov.br/exoma-para-diagnostico-de-deficiencia-intelectual-participe-da-consulta-publica

Análise do Comportamento Aplicada – ABA: o cenário do uso de ABA na rede pública de saúde no Brasil.

Devido à forte demanda da iniciativa privada por analistas do comportamento para atender crianças diagnosticadas com TEA, ex-alunos raramente são absorvidos pelas instituições públicas. Quando são, eles não encontram um serviço estruturado de forma a prover a intensidade e a duração da intervenção. Até onde se tem conhecimento, a única experiência de serviço público especializado de intervenção aos TEA conforme prescrito pela ABA é provida pelo estado do Maranhão. Esse tipo de experiência deve ser multiplicado. Paradoxalmente, esse tipo de assistência já é oferecido há muito mais tempo, fora da rede pública de assistência, por ONGs, como a AMA em São Paulo, graças à organização de grupos de pais. As APAES e outras ONGs também têm esforços nesse sentido, nem sempre em conformidade com as orientações da análise do comportamento.

Por Romariz Barros, Dr. O psicólogo Romariz Barros explica, em entrevista concedida a Hyndara Freitas do Jornal Estado de São Paulo (disponível em 23/09/2018), como está o cenário do uso da ABA no serviço público brasileiro. Barros é psicólogo, mestre em teoria e pesquisa do comportamento pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e doutor em psicologia pela USP e analista do comportamento acreditado pela Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental (ABPMC). Atualmente, leciona no Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento da UFPA.

Análise do Comportamento Aplicada – ABA: no Brasil, a ABA já está bastante difundida?

Sim. Pela sua efetividade com relação aos TEA, ABA é mais conhecida (até erroneamente) no Brasil e no mundo como uma forma de enfrentamento ao autismo, mas ela já era muito aplicada por exemplo na “psico”- terapia (terapia comportamental). ABA é uma ciência que pode ser aplicada a muito mais do que os casos de TEA.

Por Romariz Barros, Dr. O psicólogo Romariz Barros explica, em entrevista concedida a Hyndara Freitas do Jornal Estado de São Paulo (disponível em 23/09/2018), se o ABA está bem difundida no Brasil. Barros é psicólogo, mestre em teoria e pesquisa do comportamento pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e doutor em psicologia pela USP e analista do comportamento acreditado pela Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental (ABPMC). Atualmente, leciona no Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento da UFPA.

Análise do Comportamento Aplicada – ABA: quais profissionais podem atuar com ABA?

A análise do comportamento é ensinada muito frequentemente na graduação em psicologia. Ainda não existe a profissão de analista do comportamento. As primeiras iniciativas de se criarem graduações em análise do comportamento estão começando. Além dos psicólogos, qualquer outro profissional pode se pós-graduar em análise do comportamento: fonoaudiólogos, pedagogos, terapeutas ocupacionais etc. Assim, é possível que um fonoaudiólogo possa se sentir mais preparado para exercer a fonoaudiologia com pessoas com TEA se aprender ABA, por exemplo.

Há um exame de certificação internacional que atesta que um profissional (psicólogo ou não) tem o conhecimento necessário para atuar como analista do comportamento. O comitê certificador é o BACB (Behavior Analyst Certification Board – Comitê Certificador de Analista do Comportamento) originário dos Estados Unidos, mas acessível a profissionais em diversos países, inclusive no Brasil. Aqui no Brasil, não se exige a certificação internacional para se atuar como analista do comportamento.

A Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental tem um protocolo de acreditação de analistas do comportamento, mas essa acreditação também não é uma condição para a atuação. Esse é um problema que deverá ser enfrentado em breve, para que as pessoas em geral possam ter alguma segurança de que, ao contratar um serviço de análise do comportamento, estejam recebendo um serviço baseado nas melhores práticas dessa ciência.

Por Romariz Barros, Dr. O psicólogo Romariz Barros explica, em entrevista concedida a Hyndara Freitas do Jornal Estado de São Paulo (disponível em 23/09/2018), quais profissionais podem trabalhar com TEA. Barros é psicólogo, mestre em teoria e pesquisa do comportamento pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e doutor em psicologia pela USP e analista do comportamento acreditado pela Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental (ABPMC). Atualmente, leciona no Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento da UFPA.

Análise do Comportamento Aplicada – ABA: é indicada para todas as idades?

Sim, é indicada para todas as idades. Mais ainda, é indicada para contribuir com a solução de qualquer problema que permeie o comportamento: adesão a tratamento médico, obesidade, gestão de pessoas, intervenção ao desenvolvimento atrasado, terapia individual de adultos ou crianças sem diagnóstico, programação do ensino especial ou regular, desempenho de alto rendimento no esporte, comportamento do consumidor, para citar apenas alguns exemplos. As possibilidades de aplicação são ilimitadas.

Por Romariz Barros, Dr. O psicólogo Romariz Barros explica, em entrevista concedida a Hyndara Freitas do Jornal Estado de São Paulo (disponível em 23/09/2018), se a ciência é indicada para todas as idades. Barros é psicólogo, mestre em teoria e pesquisa do comportamento pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e doutor em psicologia pela USP e analista do comportamento acreditado pela Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental (ABPMC). Atualmente, leciona no Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento da UFPA.

Análise do Comportamento Aplicada – ABA: quais os resultados obtidos em pacientes com TEA?

Uma pesquisa que demonstrou de forma pioneira a efetividade de formas de intervenção aos TEA baseadas e ABA foi realizada por Lovaas em 1987 nos Estados Unidos. Desde então, isso vem sendo confirmado por outros estudos.

Os estudos têm mostrado que cerca de 80% dos casos de TEA submetidos a intervenções baseadas em ABA mostram boa ou excelente evolução. Isso quer dizer que essas pessoas suprem significativamente seus déficits e reduzem comportamento-problema a ponto de funcionarem nos diferentes âmbitos sociais com pouca ou (ou até nenhuma) ajuda.

Infelizmente, há casos onde o comprometimento é muito severo e o progresso é pequeno. Nesses casos, a pessoa pode não desenvolver plenamente a linguagem, seja falada ou por forma alternativa, e precisar de assistência por tempo indeterminado.

Por Romariz Barros, Dr. O psicólogo Romariz Barros explica, em entrevista concedida a Hyndara Freitas do Jornal Estado de São Paulo (disponível em 23/09/2018), quais são os resultados dela em pacientes com TEA. Barros é psicólogo, mestre em teoria e pesquisa do comportamento pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e doutor em psicologia pela USP e analista do comportamento acreditado pela Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental (ABPMC). Atualmente, leciona no Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento da UFPA.

Análise do Comportamento Aplicada – ABA: como é a intervenção?

A intervenção, de forma geral, se caracteriza por uma avaliação inicial minuciosa do comportamento da pessoa, que leva à identificação dos comportamentos que estão em déficit (em geral relacionados à interação social e à linguagem) e em excesso (comportamento estereotipado, interesse exageradamente restrito a certos temas ou objetos, apego excessivo a rotinas, comportamento autolesivo e agressivo).

Um plano de intervenção individual é elaborado com base nessa avaliação, onde se ensina o que está em déficit e se trabalha para reduzir o que está em excesso. Esse plano é reavaliado periodicamente. A intervenção é mais eficaz se for precoce, intensiva, duradoura e abrangente (incluindo a família, escola etc). O principal processo psicológico subjacente é a aprendizagem.

Por Romariz Barros, Dr. O psicólogo Romariz Barros explica, em entrevista concedida a Hyndara Freitas do Jornal Estado de São Paulo (disponível em 23/09/2018), como ela é aplicada. Barros é psicólogo, mestre em teoria e pesquisa do comportamento pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e doutor em psicologia pela USP e analista do comportamento acreditado pela Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental (ABPMC). Atualmente, leciona no Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento da UFPA.