Causas genéticas, epigenéticas e ambientais do TEA

O trabalho da citada fonte mostra os quadros sindrômicos geneticamente determinados, representados por dezenas de síndromes. Entre elas estão desde as clássicas síndromes de Down ou X-Frágil até raras microdeleções e duplicações. Estas síndromes explicam a maioria das causas identificadas. Outro grupo é o das síndromes ambientais ou efeitos fetais devidos a intercorrências gestacionais, desde infecções até estresse psicológico materno. No entanto a maioria das causas são indefinidas e o modelo que melhor explica, cerca de 80% de indivíduos com TEA é o modelo multifatorial com regulação epistática. O trabalho em anexo revisa estes grupos de causas e indica o método de avaliação diagnóstica para identificá-las. Na prática são necessários: equipes multidisciplinares experientes na avaliação dos pacientes e exames genéticos complementares, desde o cariótipo até o array genômico. O Sistema Único de Saúde brasileiro é amplamente deficiente nesta área e assim a maioria dos indivíduos com TEA não são adequadamente avaliados. Este déficit prejudica o cuidado a estes indivíduos e subtrai das famílias orientação adequada através do aconselhamento genético.

Fonte: http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cpgdd/article/viewFile/11278/7014

A inclusão de alunos com TEA: possibilidades de intervenção psicopedagógica através da ABA

O trabalho da citada fonte objetiva apresentar os pressupostos teóricos, que embasam a Análise do Comportamento Aplicada (ABA), como uma das possibilidades na educação de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para incluir essas crianças nas escolas comuns, é necessário que haja um treinamento de habilidades sociais, que são deficitárias, em pessoas que se enquadram no espectro. Estudos recentes apontam a ABA como uma possibilidade para aumentar o repertório comportamental dessas crianças e, dentre os profissionais que podem trabalhar a partir dessa abordagem, está o Psicopedagogo, que, por sua ampla formação na área da aprendizagem e suas dificuldades, pode criar estratégias que propiciem o desenvolvimento dessas crianças. Dentre os autores de estudos realizados para corroborar com a ABA, como forma de intervenção, estão Cunha (2017), Khoury (2014), Skinner (2006), entre outros. Sendo de extrema relevância para pessoas com TEA, que os profissionais e a família envolvidos na
educação desses sujeitos, possam conhecer sua aplicabilidade nas atividades de vida diária, de autocuidado e na interação social das pessoas com TEA para que essas possam alcançar seu potencial máximo de autonomia.

Fonte: http://www.fumec.br/revistas/paideia/article/view/6322/3136

Considerações preliminares sobre o ensino da natação para autistas

O trabalho desta fonte tem a intenção de delinear diretrizes preliminares a partir das quais pode ser elaborado um plano de ensino de natação voltado especificamente para autistas. Embora já existam publicações que tomam como objeto de estudo a prática da modalidade esportiva em questão por autistas, ainda são poucos os estudos que buscam superar os parâmetros do que pode ser considerado como o ensino tradicional da natação, visando atender às características próprias deste público. Tal superação pode ocorrer através das contribuições de métodos já consagrados, como o Método Halliwick, conhecido pelo ensino da natação para deficientes, e o Método ABA, amplamente utilizado nos casos de Transtornos do Espectro Autista (TEA). Após a análise aqui empreendida, é possível considerar que os métodos abordados fornecem subsídios para um ensino de natação que, além de aceitar autistas, esteja voltado para a compreensão e para o atendimento de suas necessidades, como é esperado de uma prática inclusiva.

Fonte: https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/23474/pdf

Benefícios da equoterapia em pacientes com TEA

O presente trabalho foi realizado através de uma revisão de literatura, utilizando artigos científicos indexados de bancos de dados eletrônicos e livros didáticos. De acordo com as pesquisas realizadas neste trabalho, devido ao movimento tridimensional transmitido através do passo do cavalo, da sua função cinesioterapêutica, das características do animal utilizado e do ambiente em que é realizado, é estimulado no praticante melhora na conscientização corporal, coordenação motora, equilíbrio, ajuste do tônus, estimulação proprioceptiva, relaxamento, melhora da memória e concentração, ganho de independência, melhora na utilização de linguagem e melhora da socialização. Conclui-se que a equoterapia promove benefícios para o praticante com TEA.

Fonte: http://www.fisiosale.com.br/tcc/2017/ana_carolina_maria_laura.pdf

A musicoterapia em crianças com perturbação do espetro do autismo

A musicoterapia tem surgido cada vez mais como uma intervenção terapêutica indicada para crianças com diversas patologias, incluindo a perturbação do espetro do autismo. O presente relatório descreve o trabalho levado a cabo no âmbito do estágio curricular do curso de mestrado em musicoterapia na Universidade Lusíada. A intervenção musicoterapêutica foi realizada numa escola de ensino básico e pré-escolar com oito crianças com idades compreendidas entre os 4 e os 13 anos, diagnosticadas maioritariamente com perturbação do espetro do autismo (PEA), e minoritariamente com atraso global do desenvolvimento (AGD) e problemas comportamentais (PC). As intervenções terapêuticas foram individuais e basearam-se nas técnicas da improvisação. O principal objetivo deste estágio foi o de verificar os efeitos da improvisação musicoterapêutica na intervenção com esta população-alvo em contexto escolar, com especial intuito de despertar as crianças para a relação com o outro. Foi realizada uma análise mais aprofundada de dois casos de crianças com PEA com 5 e 13 anos de idade. Através das avaliações realizadas no início, meio e final da intervenção, verificou-se que a musicoterapia tem efeitos benéficos nesta população, principalmente na área social e comunicacional.

Fonte: http://dspace.lis.ulusiada.pt/handle/11067/3749

Avaliação do nível de sobrecarga de responsáveis por membro familiar no transtorno do espectro autista

Este é um estudo descritivo realizado com familiares responsáveis por pessoa no TEA atendido numa instituição de referência em TEA na cidade de Salvador – BA. A população constou de 86 familiares responsáveis por pessoas no TEA utilizando amostra probabilística aleatória sistemática foram selecionados 21 familiares. Utilizou-se como instrumento de coleta de dados a Escala Burden Interview, Scazufca, 2002 11, a qual visa avaliar o nível de sobrecarga dos participantes. O instrumento foi autoaplicado.

Resultados: 42,86% dos participantes foram classificados na sobrecarga “Um pouco” 33,33% classificados na sobrecarga moderadamente e 14,29 % classificados no nível de sobrecarga “Muito”. Dentre as preocupações as mais prevalentes foram:

  • A dependência do familiar no TEA;
  • Receio quanto ao futuro do familiar no TEA;
  •  Falta de dinheiro para serviços terapêuticos e manutenção da família.

Conclusão: A convivência com membro da família no TEA pode provocar maiores índices de sobrecarga e impacto na dinâmica familiar. Pode-se entender necessário que o Sistema Público de Saúde, invista em Políticas de saúde com novas perspectivas, sensíveis às características e necessidades específicas desta população, bem como subsidiar o desenvolvimento de serviços de saúde mais preparados para lidar, não somente com a pessoa no TEA, mas também com sua família.

Fonte: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/26643

Importância do treinamento, acompanhamento e engajamento dos pais nas terapias

De acordo com o neuropediatra Carlos Gadia, um dos mais respeitados internacionalmente profissionais a atender crianças com autismo, a dedicação e o preparo dos pais, principalmente, é o fator determinante na evolução social e comportamental de uma pessoa com autismo.

Segundo ele, grande parte dos programas de tratamento para crianças com autismo incluem várias terapiasque são determinantes para o exercício de habilidades como a comunicação verbal, por exemplo. No entanto, dificuldades financeiras, a pouca disponibilidade de tempo dos pais, a agenda apertada dos profissionais capacitados e uma série de outros fatores continua impossibilitando a dedicação no volume recomendado.

Uma das perguntas que eu escuto com frequência no dia a dia de clínica é a seguinte: ‘eu só consigo levar meu filho para terapia uma hora por semana, isso é suficiente?’”. A resposta, segundo ele, é bastante simples: “para uma criança com autismo, uma hora por semana de terapia é o mesmo que nenhuma terapia. Não existe método algum de abordagem para o TEA que dê resultado neste tempo. Se você tem apenas uma hora por semana para dedicar à terapia do seu filho com autismo, use esse tempo para treinar os pais”.

O motivo para essa afirmação do especialista é que, com capacitação, os pais podem se tornar multiplicadores de conhecimento e realizar processos terapêuticos com os filhos, compartilhando as informações com outros pais e levando-a para toda a comunidade.

As vantagens dessa rede que se constrói dessa forma vão muito além da evolução daquela criança em específico. “Treinar pais tem um impacto que é renovador nos pais. Os pais deixam de se verem como incapazes, impotentes, e passam a se ver como um fator preponderante que vai mudar a vida dos filhos”, complementa.

Para Dr. Gadia, uma das soluções para capacitação de pais em larga escala seria o treinamento remoto. Essa é uma das necessidades mais imediatas para a evolução da forma como o autismo é abordado no Brasil, dado o tamanho do país e a dificuldade de chegar a regiões mais distantes.

Fonte: http://superspectro.com.br/noticia/dr-carlos-gadia-se-voce-tem-uma-hora-por-semana-para-terapia-use-para-treinar-os-pais